Santos elimina União e está na semifinal

O Santos chegou às semifinais do Campeonato Paulista sem muito esforço. Fez o que todo mundo já esperava, neste sábado, na Vila Belmiro. Venceu o União Barbarense por 1 a 0 e aguarda o adversário que sai do confronto entre São Paulo e São Caetano, neste domingo, no Morumbi. A única surpresa foi o resultado magro contra o Barbarense. A Vila cheia ? quase 14 mil pagantes ? esperava por uma goleada. Mas o Santos ficou no gol de Léo, aos 2 minutos do segundo tempo, e mais nada. Emerson Leão bem que tentou corresponder à espectativa dos torcedores ansiosos por uma saraivada de gols. Escalou o time com três atacantes para não dar trégua ao adversário do Interior. Queria Leão pelo menos um gol antes dos 15 minutos de jogo para arrebentar com a retranca do Barbarense. E deu ordens para um ataque avassalador. Do outro lado, o técnico Sérgio Farias tratou de proteger seu goleiro. Amontoou o time entre a grande área e a intermediária e deixou o zagueiro Carlinhos na sobra para aliviar na jogada aérea. A estratégia de Farias funcionou quase à perfeição. Não fosse a falta de sintonia no setor esquerdo da defesa, o time não seria sufocado. Por ali, Elano, escalado como lateral, e Basílio chegavam fácil. Foi de Elano as principais jogadas agudas do Santos no primeiro tempo. Nada muito empolgante. Jogo em que um time só se defende e outro não sabe como demolir a retranca, nem mesmo o mais fanático torcedor se anima. Foram 45 minutos de poucas jogadas de gol. No segundo tempo, o Santos teria de mudar de comportamento. Não dava mais para aceitar a cômoda posição do Barbarense que jogava sem ambição de vencer. Leão cobrou atitude dos seus jogadores. A ordem era pressionar a saída de bola do adversário. A resposta veio muito rápida. Aos 2 minutos, o zagueiro Marcone quis sair jogando, Robinho roubou a bola e serviu Léo, que bateu sem chance para o goleiro Wilson Júnior: 1 a 0. O gol de Léo deveria tirar o Barbaresense do seu território. Perder de 1, 2 , 3 não faria a menor diferença. Não haveria outra partida para reverter a situação. Apesar de todas as evidências, Sérgio Farias não mudou de tática. Obrigou seu time a ficar lá atrás, retranca dura, e insistir nos contra-ataques. Era um sinal de que a vitória não estava nos seus planos. Perder de pouco, bastava. Leão queria mais gols para não sofrer nos minutos finais do jogo. Mas cometeu um erro depois dos 25 minutos: trocou os atacantes Basílio e Robgol pelos meias Lopes e Luiz Augusto. Fou uma confusão total. Havia armadores de sobra e nenhum definidor na área. Os meias Diego, Lopes, Robinho, Luiz Augusto trocavam bola na intermediária, mas não chegavam na zona de gol. Rodavam e não saíam do lugar. Nem mesmo a colaboração dos laterais Léo e Marco Aurélio (substituiu Elano) deu resultado. O Santos não saiu do lugar. O Barbarense também. Restava ao torcedor olhar para o relógio e contar os minutos que restavam para comemorar o óbvio: a classificação às semifinais do Paulista. No finalzinho do jogo, Diego ainda desperdiçou uma boa chance na cobrança de uma falta. Agora é esperar o adversário: São Paulo ou São Caetano?

Agencia Estado,

20 de março de 2004 | 17h54

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