Marcelo Endelli/AP
Marcelo Endelli/AP

Santos empata com o Boca na Bombonera e a vaga vai ser decidida na Vila Belmiro

Equipe de Cuca joga por uma vitória simples, mas igualdade com gols é favorável aos argentinos

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2021 | 21h28

A disputa entre Boca Juniors e Santos por uma vaga na final da Copa Libertadores permanece bastante aberta. Nesta quarta-feira, na primeira partida da semifinal, as equipes empataram por 0 a 0, em La Bombonera, e deixaram a decisão para a próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. O Santos tem a vantagem de atuar em casa, mas assim como o Boca, não terá a presença da torcida a empurrá-lo.

Na Vila, quem vencer passa. Empate sem gols leva aos pênaltis e com gols favorece o Boca.

O Santos não se intimidou com a Bombonera, ainda mais vazia, nem com o time do Boca. Marcou forte, impedindo a criação de jogadas dos argentinos, e, com a bola nos pés, procurou jogar em velocidade, mas encontrou dificuldade para penetrar.

O Boca também começou marcando duro, para não dar espaços aos santistas, sobretudo Marinho. Por isso, nos 15 minutos iniciais, a partida ficou concentrada do meio de campo. Na única investida mais perigosa, aos 9 minutos, Tévez lançou Villa, que acertou o travessão de John Victor. Mas o meia argentino estava impedido.

Com o passar do tempo, o Santos foi se acertando em campo e passou a ser ligeiramente superior ao time da casa. Parecia mais à vontade em campo. Mas explorava mais o lado esquerdo, com Soteldo, que não se inibia com os marcadores argentinos, tentava os dribles e se movimentava bastante. No entanto, o Santos não dava trabalho ao goleiro Andrada.

Apagado, Marinho concluiu duas vezes. Na primeira isolou uma cobrança de falta; depois, chutou para defesa de Andrada.

No intervalo, o Santos optou por não ir ao vestiário. Os jogadores e o técnico Cuca ficaram no gramado conversando sobre alternativas para tentar fazer o time evoluir.

O segundo tempo começou com o Boca tentando fazer pressão. O técnico Miguel Ángel Russo adiantou o time, que passou a ter mais a bola. Criou uma boa chance a 1 minuto, em um chute de Salvio que John Victor espalmou, e começou a incomodar o Santos.

O técnico Cuca percebeu e com 10 minutos trocou Soteldo por Sandry, para reforçar a marcação. O objetivo era reforçar a consistência defensiva para tentar explorar com mais tranquilidade as jogadas ofensivas em velocidade. 

A saída do venezuelano tirou do time aquela que vinha sendo sua principal opção ao atacar. Mas com o meio de campo mais “encorpado’’, o Santos passou a ter o domínio e a ir mais vezes ao ataque.

As chances de gol, de ambos os lados, eram raras. Quando teve uma boa oportunidade, aos 18 minutos, Marinho, dentro da área, pegou mal de esquerda e facilitou a defesa de Andrada. Em seguida, Kaio Jorge arriscou de fora da área, por cima.

O Santos tinha o controle da partida, mas era deficiente e precipitado nas finalizações. Exemplo disso foi uma conclusão de Lucas Braga da intermediária por cima do gol aos 26 minutos, numa jogada em que poderia ter carregado mais a bola.

O Santos foi prejudicado aos 28 minutos, quando Marinho foi derrubado na área claramente por Izquierdoz. Mas o chileno Roberto Tobar achou o lance normal e o VAR também.

O técnico do Boca tornou seu time mais ofensivo, mas isso não significou criação de chances em profusão. Com isso, o jogo ficou amarrado no final e o 0 a 0 acabou se impondo, em um partida que teve um detalhe raro de se ver quando argentinos e brasileiros se encontram: apenas um cartão amarelo, dado a Villa, já aos 40 minutos da etapa final.

FICHA TÉCNICA:

BOCA JUNIORS 0 X 0 SANTOS

BOCA JUNIORS - Andrada; Jara, Lizandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González (Cardona), Capaldo, Villa e Savio (Buffarini); Soldano (Ábila) e Tévez. Técnico: Miguel Ángel Russo.

SANTOS - John Victor; Pará, Lucas Veríssimo (Laércio), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Lucas Braga; Marinho, Kaio Jorge (Madson) e Soteldo (Sandry).  Técnico: Cuca.

ÁRBITRO - Roberto Tobar (Chile).

CARTÃO AMARELO - Villa. 

LOCAL - La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).

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