Santos emperra na Vila e busca explicação

Depois de quatro partidas sem vencer na Vila Belmiro, o Santos procura uma explicação para os maus resultados que permitiram ao Cruzeiro se distanciar na liderança do Brasileiro a ao Cienciano se aproximar da vaga Copa Sul-Americana. Esse deverá ser o motivo principal da conversa do técnico Leão com seus jogadores antes do treino de amanhã cedo, principalmente porque o time joga sábado em casa contra o Atlético-PR e mais uma vez deverá enfrentar a retranca como principal arma do adversário. Para o meia Diego, os outros times "sabem do perigo que correm jogando na Vila Belmiro e se armam com uma retranca cada vez mais forte, o que vem dificultando os jogos". Ele entende que os jogadores estão ficando ansiosos com as cobranças e com as dificuldades durante as partidas e isso precisa ser corrigido. "Há uma ansiedade de fazer logo o gol para resolver o problema, mas ele não está saindo". Quando o Santos marca primeiro, o adversário geralmente se abre e o bom resultado acontece. Mas quando isso não acontece os santistas podem ser surpreendidos por contra-ataques. "As equipes estão vindo preparadas para jogar na Vila, como o Cienciano, mas isso não é justificativa; já enfrentamos isso e conseguimos furar a barreira". Diego entende que uma vitória sobre o Atlético-PR sábado pode mudar tudo, com o time readquirindo confiança. "Voltando a ganhar, a equipe se tranqüiliza, mas não resolve o problema, pois é preciso manter a regularidade". Contra esse adversário, a receita é a mesma: marcar logo um gol. Para isso, o time precisa aproveitar melhor as oportunidades que surgem. "Se tivéssemos feito pelo menos um no Cienciano, a história do jogo seria outra, pois a equipe procura sair mais e facilita". Robinho destaca que o time continua criando muitas chances de gol, "mas tem faltado tranqüilidade na hora da conclusão". E diz que o time tem que superar isso. "Não podemos continuar perdendo tantas oportunidades, ainda mais na Vila Belmiro, estádio em que a gente já criava cinco chances de gols em dez minutos de jogo". Ele foi o autor do gol de empate com o Cienciano e está vivendo novamente uma boa fase em sua carreira, ao contrário de companheiros, como Diego e Renato, que têm tido uma queda de produção. "Fiquei feliz com o gol que fiz, mas por outro lado fico triste porque o time não venceu, mas agora precisamos levantar a cabeça e vencer no domingo para ganhar novo ânimo". Torcida - Sem vencer as últimas quatro partidas na Vila Belmiro (quatro empates), os jogadores voltaram a ser cobrados pelos torcedores, fato que não acontecia desde que o time embalou no Brasileiro do ano passado. Depois do empate com o Cienciano, os atletas saíram de campo debaixo de vaia. Para Robinho, "a torcida é um reflexo daquilo que o time apresenta dentro de campo; se estiver vencendo e jogando bem, o torcedor vai elogiar e aplaudir". O contrário também é verdadeiro, na opinião do atacante: "se jogar mal, vai ser criticado". Acha, porém, que isso faz parte do futebol: "temos de ter a cabeça no lugar, saber que isso acontece e precisamos jogar da melhor maneira possível".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.