Santos encara Atlético-MG e tenta se livrar da lanterna

O Santos precisa da vitória contra o Atlético Mineiro, nesta quarta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro, para sair da lanterna do Campeonato Brasileiro e ter um pouco de paz nos 24 dias de recesso durante a disputa da Copa das Confederações. Com apenas dois pontos ganhos nas quatro primeiras rodadas, o vice-campeão paulista tem a sua mais fraca campanha em início da competição desde 1989.

SANCHES FILHO, Agência Estado

12 de junho de 2013 | 07h05

O momento santista é um dos piores de sua história recente com a agravante de a equipe não contar mais com Neymar, a sua referência e principal responsável pela média de dois títulos conquistados por temporada desde 2010. A situação piorou com a demissão do técnico Muricy Ramalho por não ter conseguido evitar que o Corinthians acabasse com o sonho santista de ser tetra estadual, em plena Vila Belmiro. Agora, a direção santista quer aproveitar a parada no Brasileirão para tentar se reorganizar com a contratação de um técnico de primeira linha e de reforços pontuais.

O interino Claudinei Oliveira não informou a escalação da equipe, porém sinalizou que Neilton, no ataque, e Leandrinho e Pedro Castro, ambos no meio de campo, devem jogar em razão das ausências de Montillo (convocado pela seleção argentina) e Felipe Anderson (contundido). "Testei algumas formações no treino de ontem (segunda) e como Leandrinho e Pedro Castro entraram no final do jogo contra o Criciúma e foram bem, podem ser escalados, até porque estão entrosados por atuarem juntos há muito tempo", disse o treinador. Se a dupla formada na base for confirmada, sai Renê Júnior e Arouca voltará à função de primeiro volante.

Com o novo meio de campo, Claudinei acredita que o time terá maior volume de jogo e conseguirá neutralizar a "correria" do Atlético. No trabalho iniciado no dia seguinte à demissão de Muricy Ramalho, ele vem procurando qualificar taticamente a equipe e dar tranquilidade aos jogadores mais jovens. Para o interino, a única possibilidade de impedir que Ronaldinho Gaúcho desequilibre o jogo é marcá-lo por zona. "Ronaldinho é grande jogador, mas não adianta marcá-lo individualmente. E esperamos que ele não esteja em uma noite tão feliz, pois quando está inspirado não tem como marcá-lo".

No treino de segunda, Claudinei também testou a formação do time com três atacantes - sai um dos meias e entra Gabriel para atuar deslocado pelo esquerda, com Neilton na direita e William José centralizado - para ser usada se o time ficar em desvantagem no marcador.

O treinador santista não acha que o Atlético será um adversário menos perigoso em razão de estar desfalcado de cinco titulares - Diego Tardelli e Leonardo Silva (suspensos pelo terceiro cartão amarelo), Rever, Jô e Bernard (na seleção brasileira). "O Atlético é considerado o melhor time do Brasil, tem um jeito definido de jogar e por isso sente pouco com a troca de algumas peças. Quem entra, sabe o que tem de fazer", minimizou.

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