Santos encara nova decisão na Copa Libertadores

Time do técnico Emerson Leão precisa vencer nesta quarta-feira o Cúcuta Deportivo para se classificar

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2008 | 17h40

O Santos está diante de mais uma decisão na Libertadores, e se não ganhar do Cúcuta Deportivo nesta quarta-feira, às 21h50 (com acompanhamento do estadao.com.br), na Vila Belmiro, pode se despedir da Libertadores ainda na fase de grupos e ficar apenas treinando até a estréia no Campeonato Brasileiro, na segunda semana de maio. Veja também: Rodrigo Tabata quer gol para dedicar a Pelé Resultados e Calendário Classificação As chances da equipe, no entanto, são boas: mesmo se perder, o Santos avança se, no outro jogo do dia pelo Grupo 6, o Chivas não derrotar o San José, em Ouro, na Bolívia. Com 11 pontos, o Cúcuta já assegurou a primeira posição. O time santista vem em segundo, com 7, seguido por Chivas, com 6, e San José, com 4. O time boliviano só se classifica com um milagre: tem de vencer, torcer para que o Santos perca e reduzir 16 gols de diferença no saldo - 6 do Santos, contra -10 do San José.  Sem Denis, afastado pela diretoria por mover ação contra o clube, e Adriano, que se recupera de lesão no joelho esquerdo, Leão escalou Betão para marcar pelo lado direito da defesa. No treino de segunda-feira, ele não gostou do rendimento do equatoriano Michael Jackson Quiñonez (titular) e Anderson Salles (reserva), improvisados na lateral-direita, e nesta terça orientou outro coletivo para encaixar o zagueiro no time. "Quiñonez não se adaptou na função com dois zagueiros, nem ofensiva e nem defensivamente. Portanto, sua escalação seria um risco, mas ele não tem culpa. Betão conhece melhor a posição e por ser marcador foi um pouco melhor", disse Leão, destacando que o ex-corintiano ainda pode cobrir os zagueiros e ser útil nas cobranças de falta e escanteios, dos dois lados. Ao sentir que a ansiedade tomou conta do grupo após a derrota diante do Chivas, no México, Leão lembrou aos jog SantosFábio Costa; Betão, Domingos, Fabão e Kléber; Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto, Wesley, Rodrigo Tabata e Molina; Kléber PereiraTécnico: Emerson LeãoCúcutaCastellano; Garcia, Portocarrero, Córdoba e Gonzalez; Daniel Castro, Amarilla, Charles Castro, Zapata e Torres; UrbanoTécnico: Pedro SarmientoÁrbitro: Jorge Larrionda (URU)Estádio: Vila Belmiro, em SantosHorário: 21h50TV: SporTVadores na manhã desta terça que o time vai ter 90 minutos e mais os acréscimos para evitar o gol do adversário e marcar pelo menos um. "Vamos fazer a lição de casa. Nada mais que isso. Há a necessidade de vitória, mas sem desespero e desorganização", destacou o treinador. "A casa é nossa e se fizermos o de costume, o problema estará resolvido", ressaltou Leão, referindo-se ao retrospecto do time na Vila Belmiro nesta temporada, com nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota nos 12 jogos disputados no seu estádio. Na Libertadores, bateu o Chivas por 1 a 0 e goleou o San José por 7 a 0. Para superar a defesa do Cúcuta, a melhor da Libertadores, com apenas dois gols sofridos em cinco jogos, Leão volta a escalar Rodrigo Tabata. Mas, ao contrário da função que exerceu na goleada contra o San José, o meia não vai apenas correr por Molina. Como Marcinho Guerreiro vai marcar individualmente e tentar anular Macnelly Torres, o cérebro do time colombiano, Tabata terá de atuar quase como volante, ajudando Rodrigo Souto a proteger a entrada da área. Mesmo assim, com ele no time, Molina terá a liberdade que faltou no México. Nos dois treinos da semana, Leão pediu para o lateral Kléber voltar a jogar como nos tempos de Vanderlei Luxemburgo, chegando à linha de fundo e cruzando a bola na cabeça de Kleber Pereira e dos jogadores que chegam de trás. "Neste ano, ele está fechando para o meio, o que é um desperdício para um jogador para apóia bem pelo lado", explicou. "Não sei se vocês notaram, mas hoje (terça) Kleber chegou mais à frente e surgiram várias jogadas pelo lado dele", completou Leão.

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