Santos espera negociar Kléber para acertar o caixa

Mas até o momento apenas um clube europeu se interessou no lateral-esquerdo: o francês Monaco

03 de outubro de 2007 | 17h00

O lateral-esquerdo Kléber, um dos poucos jogadores que atuam no País a ser convocado pelo técnico Dunga para a seleção brasileira, é uma das poucas esperanças do Santos para conseguir reorganizar os cofres do clube no início de 2008.  Ao adquirir em definitivo os direitos federativos do jogador junto ao Basel, da Suíça, por 2,5 milhões de euros, no primeiro semestre, e lhe dar um contrato até 2010 com multa rescisória de 20 milhões de euros para clubes do exterior, os dirigentes da Vila Belmiro pensaram em lucro fácil: Kléber era um dos fortes candidatos a herdar a vaga de Roberto Carlos na seleção, e, com a sua valorização, choveriam interessados da Europa em seu futebol. O problema é que a idéia não foi como os santistas esperavam. Kléber até se firmou como nome no time de Dunga, mas teve poucas oportunidades como titular. E, assim, a única sondagem foi do Monaco, da França, treinado por Ricardo Gomes, que ficou de apresentar uma proposta oficial de 4,5 milhões de euros mas não o fez. Dentro do Santos, Kléber não é unanimidade. As queixas de dirigentes são de que nem sempre ele se aplica como deve e, depois das chances que teve com Dunga, que ele se interessa mais pela seleção brasileira do que pelo clube. A situação pode mudar agora, com o começo das Eliminatórias. Se Kléber ganhar a disputa com Gilberto - que no Hertha Berlim atua como meia - e ficar com a camisa 6 do Brasil, aumentarão as possibilidades de uma negociação.  Resta saber se, no caso de um bom negócio com o lateral, o Santos receberá o bastante para saldar dívidas e ainda investir na formação de um time forte o suficiente para tentar o tricampeonato paulista e fazer um bom papel na Libertadores - se conseguir ficar entre os quatro primeiros no Brasileirão - ou na Copa do Brasil.

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