Santos espera vencer fora de casa

Superada a série de seis partidas sem vitória, o Santos parte agora para outro desafio: vencer a primeira partida fora de casa na atual temporada. Para isso, Celso Roth começa a preparar o time amanhã pela manhã para o confronto de sábado, contra o Vasco da Gama, em São Januário. Pela tabela, os santistas terão dois jogos no Rio de Janeiro e um em casa, contra o São Paulo, mas há informações de que o clássico poderá ser disputado numa cidade do interior. A assessoria de imprensa admite que a informação está circulando, mas revela que não há nada de oficial ainda e que a partida está prevista para a Vila Belmiro. "Todas as partidas serão decisivas daqui para a frente e só podemos pensar em vencer", disse o meia Robert, animado com a chance de classificação. Fábio Costa concorda: "o jogo contra o Guarani foi uma final, assim como todos os outros que temos pela frente". Para conseguir a vitória, ele tem uma receita: "manter o mesmo empenho e com um pouquinho mais de eficiência do que no jogo contra o Guarani, dá para vencer". Robert acha que está na hora de seu time ganhar a primeira vitória fora de casa, mesmo porque não há outra alternativa para que o Santos continue na disputa da quarta vaga. Fábio Costa lamenta as oportunidades perdidas. "A classificação esteve muitas vezes em nossas mãos e deixamos escapar". Agora, ele conta com as três vitórias e acha que outros times podem tropeçar, com o que as chances santistas aumentam. Torcida - O que divide os dois jogadores é o comportamento da torcida. Robert chegou a se desentender com um torcedor que o estava xingando no jogo de domingo, pouco antes de marcar o segundo gol. "Discuti com ele e, ao marcar, fui comemorar com esse torcedor, que ficou sem graça". O meia chegou a dizer: "marco os gols e você me xinga?". Mas entende o comportamento da torcida, achando que só não vale partir para a agressão. E cotuca: "torcedor inteligente é aquele que apoia sempre o time, independente da situação". Mesmo entendendo a reação, completa: "não é possível chegar aqui e não ter o apoio da torcida; é chato". Fábio Costa é mais direto: "não dá para entender como um cara sai de casa num dia chuvoso, em que podia ficar em casa embaixo de um cobertor e vendo televisão, para tumultuar o ambiente e criticar os jogadores". Para ele, "na hora boa, todo mundo vai torcer, mas é na hora difícil que a gente vê se tem torcida fiel ou não". Por causa dos protestos e vaias, o goleiro acha que "seria muito bom jogar na Vila Belmiro com nossa torcida, mas como ela não está disposta a colaborar, podemos jogar em qualquer lugar".

Agencia Estado,

25 Março 2002 | 18h58

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