Santos esquece tropeço e comemora 92 anos

Apesar do fracasso do time em campo, na tentativa de sair da fila de 20 anos do Campeonato Paulista, e das dificuldades que Leão enfrenta para reanimar os jogadores depois da goleada de 4 a 0 sofrida diante do São Caetano, a diretoria não vê motivo para tristeza e vai aproveitar o jogo contra o fraco Jorge Wilstermann, da Bolívia, no fechamento da primeira fase da Copa Libertadores da América, para fazer uma grande festa, em comemoração ao 92º aniversário de sua fundação, quarta-feira, às 21h40, na Vila Belmiro. O programa começa com a redução no preço do ingresso para torcedores comuns e entrada gratuita para os associados, e terá a exibição de um vídeo especial no placar eletrônico multimídia, espetáculo pirotécnico e parabéns a você puxado pelo sistema de som do estádio. A idéia é lotar a Vila.Os ingressos estarão à disposição do torcedor nos guichês da Vila Belmiro e em inúmeros postos de venda na Baixada Santista a partir das 9 horas desta segunda-feira. A arquibancada custa R$ 5 (aposentados, mulheres e crianças pagam R$ 2) e as cadeiras cobertas R$ 15 (para quem tem direito à meia entrada, o valor é de R$ 7).Para ter livre acesso ao estádio, o associado precisa estar em dia com o clube e terá até as 19 horas de terça-feira para retirar o ingresso gratuito. "É um prazer podermos subsidiar a presença do nosso torcedor, arcando com os custos da diferença dos preços dos ingressos normalmente praticados", disse o presidente do clube, Marcelo Teixeira, que, na reapresentação dos jogadores, quarta-feira à tarde, da semana passada, fez um longo desabafo, antes do treino, lembrando que os altos salários e as premiações estão sendo pagos em dia e mesmo assim houve falta de empenho dos atletas no jogo contra o São Caetano, no Anacleto Campanella, que definiu um dos finalistas do Campeonato Paulista.Leão viu o fracasso sob outro ângulo: o time exagerou na sua vocação ofensiva, esquecendo-se de brigar, como deve, pela bola. "Daqui para frente, vamos ter uma nova postura. Temos de fazer como os jogadores brasileiros de basquete, que encontraram espaço em grandes equipes estrangeiras a partir do momento em que entenderam que a técnica não é tudo e que é preciso marcar forte e na quadra inteira. A campanha do título brasileiro de 2002 só foi vitoriosa porque na fase decisiva todos participavam na marcação", afirmou o técnico. "Senti que houve evolução nos três treinos da semana e a idéia é fazer o time marcar como no basquete."Numa demonstração de que acreditava na força de recuperação dos atuais titulares, Leão antecipou em quase uma semana, a escalação do time para enfrentar o Jorge Wilsterman. É o mesmo que caiu de quatro em São Caetano, com Doni; Paulo César, Alex, André Luís e Léo; Claiton, Renato e Diego; Basílio, Róbson e Robinho. Depois da folga de dois dias, os jogadores voltam ao trabalho nesta segunda-feira, às 8h30, e vão treinar em dois períodos.

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