Santos está fora da Sul-Americana

O Santos, time da praia, não se deu bem 3.400 metros acima do nível do mar. Em Cuzco, a altitude beneficou a pouca técnica dos peruanos do Cienciano, que ficaram com a vaga na próxima fase da Copa Sul-Americano (na primeira partida, na Vila Belmiro, o resultado havia sido 1 a 1). O Cienciano pressionou nesta quarta-feira desde o primeiro minuto. O bom futebol não esteve presente em Cuzco, mas, naquilo que se propôs o time da casa, foi superior ao Santos. Os peruanos correram mais, dominaram mais tempo a bola e tiveram mais oportunidades de gol. Para piorar as coisas, o Santos teve sua primeira notícia ruim. Renato entrou em uma dividida, se machucou e teve de deixar o jogo. Alexandre entrou em seu lugar. Os peruanos conhecem mais que ninguém o campo e a velocidade da bola. Chutavam sempre que tinham a oportunidade. E foi assim que abriram o placar. A bola sobrou para Carty na entrada da área e o atacante arriscou. Fábio Costa não chegou a tempo de impedir o 1 a 0, aos 11 minutos. Só não comemoraram muito porque, logo em seguida, Elano diminuiu. Aos 13, recebeu perto da area, em vez de arriscar de fora ? olha a diferença de estilo ?, driblou um, passou por outro e chutou alto, empatando a partida. Os santistas não davam a impressão de sentirem os efeitos da altitude no primeiro tempo. A recomendação dada pelos fisiologistas de evitar as arrancadas, buscar toques curtos e se poupar o máximo possível foram deixadas de lado. Correram bastante e se movimentaram como se estivessem no Brasil. Por 10, 15 minutos após o empate, deram mesmo a impressão que tomariam conta da partida. Foi só impressão. Aos 33, cobrança de falta do zagueiro Lupo fez o Santos lembrar que lá as condições são outras. Um chute que normalmente seria de fácil defesa, 3.400 metros acima do nível do mar virou uma bomba. Fábio Costa se esticou todo para espalmar para fora. Qualquer chute, aliás, virava uma bomba. Um minuto depois, não teve jeito. Carty fez seu segundo, agora de cabeça. O tempo passava, o fôlego brasileiro aos poucos diminuía e jogo passou a ser todo do Cienciano. Os peruanos estavam 100% fisicamente. A técnica, no entanto... O Santos caiu no marasmo no segundo tempo. Nada saía certo. O técnico Leão tentava ainda mudar alguma coisa. Mudou demais talvez na hora que tirou Robinho e colocou William. Pelo chão não tinha jeito, quem sabe uma bola alçada na área resolvesse. O time da casa não ampliou o placar por incompetência de seus atacantes. Chances não faltaram.

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