Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Santos está próximo de se livrar de vez do goleiro Fábio Costa

Clube conta os dias para o fim do contrato com o jogador, no dia 31 de dezembro

SANCHES FILHO, Agência Estado

21 de novembro de 2013 | 21h05

SANTOS - O Santos conta os dias para se livrar do gasto mensal de aproximadamente R$ 300 mil com um jogador que de ídolo da torcida na primeira década dos anos 2000 passou a ser um fardo pesado e adversário político - é amigo do ex-presidente Marcelo Teixeira -, desde a posse da nova administração, em janeiro de 2010. É Fábio Costa, herói da conquista do Campeonato Brasileiro de 2002, interrompendo a fila de 18 anos por um título importante, e que há três anos e meio não consegue se firmar em nenhum clube. Com o fim do contrato do goleiro, em 31 de dezembro, o Santos poderá destinar o dinheiro ao pagamento do salário de um reforço de bom nível para o próximo ano.

Na próxima quarta-feira, Fábio Costa completará 36 anos de idade e como profissional de futebol terá pouco a comemorar porque entrará em 2014 desempregado. O contrato de cinco anos com o Santos provavelmente será o último de sua carreira em razão de o seu padrão salarial estar acima das possibilidades de clubes médios e do futebol que ele apresentou nas passagens por Atlético Mineiro e São Caetano.

Emprestado ao São Caetano por um ano, Fábio Costa participou de apenas dois jogos e foi proibido de treinar no clube em maio, após ser acusado de ter cometido injúria racial contra o companheiro de clube, o lateral Samuel Santos. Mas o clube ainda arca 10% do total dos seus vencimentos.

A última informação é de que Fábio Costa mantém a forma em uma academia da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP), onde mora. De acordo com cálculos de conselheiros, o Santos gastou mais de R$ 5 milhões com o goleiro, sem nenhum tipo de retorno, nos últimos três anos. O seu último jogo com a camisa santista foi na derrota por 3 a 1 contra o Red Bull New York, nos Estados Unidos, no dia 20 de março de 2010.

Fábio Costa não é exceção. Há meses, o Santos tenta se livrar de inúmeros jogadores que têm peso na folha do futebol, não são aproveitados pelo clube e não encontraram interessados em contratá-los por empréstimo em razão dos altos salários que recebem. São os casos até de jogadores formados no clube como Wesley Santos, Giovane, Breitner e Anderson Carvalho. Eles estão fora do grupo, treinam separadamente, não jogam nunca, mas recebem em dia. A decisão sobre o futuro deles está com Zinho, gerente de futebol.

Outros que vão deixar o clube em razão da contenção de gastos são jogadores que tiveram bons serviços prestados e prestígio junto ao torcedor, como Léo e Durval, e outros que chegaram há pouco tempo, jogaram pouco e não terão os contratos renovados, como Marcos Assunção, Renato Abreu, Neto, Renê Júnior e Éverton Costa.

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