Santos estréia na Libertadores com chance de sair na frente

Equipe do técnico Emerson Leão conta com vitória; equipe busca o tricampeonato da competição

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2008 | 20h54

O Santos inicia a oitava tentativa de conquista de sua terceira Taça Libertadores da América, contra o Cúcuta Deportivo, nesta quarta-feira, às 21h10 (local, aos 10 minutos da quinta-feira pelo horário de Brasília), no estádio General Santander, em Cúcuta, Colômbia. Veja também:  Fabão é apresentado, mas só deve jogar pelo Santos em março Calendário da Libertadores Flamengo inicia sua caminhada na Libertadores nesta quarta Cruzeiro encara o Potosí na fase de grupos da Libertadores Embora esteja passando por reformulação, o time brasileiro tem possibilidade de estrear com vitória porque o adversário não é nem sombra da equipe que chegou a ser apontada por Vanderlei Luxemburgo como favorita para a conquista da competição no ano passado e que só caiu nas semifinais diante do campeão Boca Juniors, da Argentina.É a primeira vez desde que retornou ao clube que Leão poderá escalar um meia-armador, o experiente colombiano Molina, no meio-de-campo. O treinador não antecipou se vai utilizar o reforço recebido a contragosto, junto com outros três estrangeiros, ou se improvisará novamente o meia-atacante Rodrigo Tabata na posição. Essa é, a rigor, a única dúvida. Porém, não pode ser descartada a possibilidade da escalação de Marcinho Guerreiro no lugar de Tiago Luís para ser o terceiro volante de marcação, com a determinação de fechar ainda mais o meio-de-campo.Apesar da derrota contra o São Paulo, o Santos saiu fortalecido do clássico porque o time mostrou-se mais compactado no segundo tempo, evoluiu no ataque e está convencido de que só não ganhou ou empatou em razão dos erros do juiz Rogério Batista do Prado."Nunca estive tão confiante", disse Leão, ao perceber progresso no seu trabalho, depois de passar por uma forte crise em razão dos maus resultados no Campeonato Paulista. "Mas vamos ter que melhorar muito porque o nosso grupo (6) é um dos mais difíceis da Libertadores, até por questões geográficas", acrescentou, referindo-se à longa viagem à Guadalajara, no México, para jogar contra o Chivas, o favorito do grupo, e a altitude de 3.700 de Oruru, Bolívia, onde vai enfrentar o San José. CúcutaAndrés Saldarriaga; Rivas, Portocarrero, Córdoba e González; Florez, Castro, Henry e Macnelly Torres; Cabrera e UrbanoTécnico: Pedro Sarmiento SantosFábio Costa; Domingos, Adaílton e Betão; Denis, Adriano, Rodrigo Souto, Molina (Rodrigo Tabata) e Carleto; Tiago Luís (Marcinho Guerreiro) e Kléber PereiraTécnico: Emerson LeãoÁrbitro: Victor Rivera (Peru)Estádio: General Santander, em Cúcuta, ColômbiaHorário: 0h10 (de Brasília)TV: SporTvA melhor participação santista na Libertadores, após as conquistas nos mágicos tempos de Pelé, em 1962/3, foi o vice de 2003, com a "geração Robinho", sob o comando de Leão. Para a edição do ano passado, o clube não teve dó de dinheiro e com uma comissão técnica tão cara quanto numerosa e jogadores com salários europeus, como o de Zé Roberto, caiu nas semifinais, diante de um Grêmio apenas competitivo.O Santos da 10.ª participação na Libertadores é bem mais modesto. Depois do Brasileiro do ano passado saíram alguns jogadores e não houve reposição de peças. Kléber, o jogador mais talentoso do grupo, atuou alguns minutos em dois jogos, e parou para se tratar de um problema crônico do púbis, sem previsão de volta. Os poucos reforços - a maioria de qualidade duvidosa -, foi 'gentileza' de empresários e a grande aposta da diretoria é a promoção dos jogadores das categorias de base, esperando que alguns vinguem e possam ser negociados em euros, em breve.

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