Santos exige multa para liberar Luxemburgo para seleção

O Santos se antecipou a um possível pedido de demissão de Vanderlei Luxemburgo caso ele seja convidado para ser o novo técnico da Seleção Brasileira, em substituição a Carlos Alberto Parreira, e em nota oficial afirma que espera o cumprimento do contrato e que se houver o rompimento unilateral do compromisso, exigirá o pagamento de multa e devolução de valores antecipados. Na noite de domingo, o técnico confidenciou ao jornalista Paulo Roberto Martins, da Record, que se for convidado pela CBF vai aceitar e tentará um acordo para se desligar do Santos.Nesta segunda-feira, o presidente santista, Marcelo Teixeira, chegou ao Centro de Treinamentos Rei Pelé, pouco depois das 17 horas, quando eram fortes os comentários que realmente Luxemburgo teria um acordo apalavrado com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, desde de antes da Copa, para assumir a seleção. O dirigente convocou imediatamente o técnico para uma reunião que avançou noite adentro e mandou avisar os jornalistas de que haveria novidade. Às 18h15, foi distribuída na sala de entrevista a nota oficial, na qual Teixeira considera que as especulações sobre o possível interesse da CBF em chamar Luxemburgo foram ponto positivo para o clube. "Estamos orgulhosos e, de certa forma, até envaidecidos pela repercussão favorável em torno do nome de Luxemburgo, demonstrando que tomamos a decisão correta quando o repatriarmos da Europa com arrojo e esforço", disse Teixeira. Na nota, o dirigente também diz que o clube está sempre disposto a colaborar com a seleção brasileira e com a CBF, desde que não atrapalhe os seus projetos. "Fizemos um planejamento a médio prazo, com investimentos fortes, com total harmonia da diretoria com a comissão técnica, para ser concluído em dois anos. E não podemos admitir a interrupção deste planejamento, que ocasionaria um prejuízo muito grande."Além de ressaltar que cobraria a multa e a devolução de valores, se Luxemburgo resolver sair, Teixeira afirma que não acredita no rompimento unilateral do compromisso. "O próprio Luxemburgo reconheceu seu erro nos casos anteriores e disse que se tivesse uma nova chance de trabalho ele não sairia no meio do contrato", concluiu o dirigente.

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