Santos explora o desespero do rival

O Santos vai investir no desespero do Corinthians - que não pode sequer empatar neste domingo - para vencer e reabilitar-se no campeonato. "Estamos em situação mais folgada e jogamos com nossas próprias forças para buscar a classificação", comentou o treinador, que prepara algumas surpresas para Wanderley Luxemburgo. Tanto que evitou comentar ao máximo sobre a escalação da equipe.Geninho está armando um sistema defensivo mais forte e, nesse jogo, pode abandonar o 3-5-2 para levar a marcação mais para o meio-de-campo. Assim, poderá escalar três volantes - Claudiomiro, Paulo Almeida e Renato - para segurar o adversário em seu campo, ao mesmo tempo em que exigirá grande velocidade de seus atacantes para aproveitar as oportunidades de contra-ataques. "Temos de jogar avançado. Se trouxermos o Corinthians para cima, estamos morto."Pela situação dos times na classificação, o Santos tem mais folga. Nas contas de Geninho, é preciso conquistar 14 pontos em sete jogos para ficar com uma vaga para a semifinal, enquanto o adversário não pode nem mais empatar. O treinador espera tirar proveito dessa situação do Corinthians e, bem humorado, escondeu a escalação do time. E brincou: "Dúvida se paga com dúvida", numa referência ao comportamento de Luxemburgo.Cobrança - O meia Robert, único jogador santista convocado para a seleção, sabe que a cobrança dos torcedores aumentará em relação ao seu futebol, mas acha que esse é um bom preço a pagar: "É melhor ser cobrado do que esquecido".O jogador acha que foi positiva a marcação do clássico para o Pacaembu: "É um campo neutro e estaremos bem perto de nossa torcida", comentou.Se Robert tem oportunidade na seleção, o volante Paulo Almeida está tendo sua chance no Santos. Quarta-feira ele jogou pela primeira vez como titular, foi bem e deverá ser mantido.Pode ficar com a responsabilidade de marcar Ricardinho e diz estar pronto: "Se eu for o escolhido, pode ter certeza de que ele não irá respirar." Paulo Almeida sabe da qualidade de jogadores como Luizão, Marcelinho e Paulo Nunes e dá a receita: encurtar os espaços e matar as jogadas no meio-de-campo.

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