Santos fala em ir à justiça comum

O Santos continua inconformado com a anulação do clássico contra o Corinthians, em que venceu por 4 a 2, pelo Campeonato Brasileiro - o jogo foi remarcado por ter sido apitado por Edílson Pereira de Carvalho, réu confesso no escândalo da arbitragem. A revolta é tanta que o presidente do clube, Marcelo Teixeira, admitiu nesta sexta-feira que pode até recorrer à justiça comum contra a decisão do STJD.Ao lado de Cruzeiro, Inter, Ponte Preta e Figueirense, o Santos foi um dos 5 clubes que entrou com recurso contra a liminar do presidente do STJD, Luiz Zveiter, que anulou os 11 jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho no Brasileiro. Mas a ação deles já foi rejeitada pelo tribunal. Assim, o clássico com o Corinthians será mesmo realizado novamente, na próxima quinta-feira, na Vila Belmiro.Mas, segundo Marcelo Teixeira, os 5 clubes não desistiram da luta. E os advogados deles estariam discutindo novas medidas para reverter a situação. "Os recursos que podemos usar são muito limitados, mas o próximo talvez seja uma ação na justiça comum, hipótese que estamos analisando com muito cuidado", revelou o presidente do Santos.O problema são os riscos de tal medida, pois tanto o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, quanto o presidente do STJD, Luiz Zveiter, já avisaram que haverá represálias para quem entrar na justiça comum. Por isso mesmo, Marcelo Teixeira está cauteloso. "Queremos evitar o acionamento da justiça comum e vamos aguardar a posição dos advogados", afirmou.Apesar de defender o Santos, Marcelo Teixeira advertiu que não são só os interesses dos 5 clubes insatisfeitos que estão em jogo. "A decisão desse caso envolve o futuro do futebol brasileiro", avaliou o dirigente.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2005 | 19h33

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.