Célio Messias/AE
Célio Messias/AE

Santos faz sua parte: ganha do Mirassol e mantém a ponta

Em dia de atuação fraca de Robinho em campo encharcado, Madson e Wesley marcam os gols dos 2 a 1

Tercio David, estadao.com.br

21 de fevereiro de 2010 | 18h56

Mesmo sem ver uma grande atuação de Robinho, o torcedor santista não tem muito do que reclamar da sua equipe. Mesmo jogando em um gramado alagado, em Mirassol, o Santos venceu a equipe da casa por 2 a 1, neste domingo, e segue firme na ponta do Campeonato Paulista. Wesley e Madson marcaram os gols da equipe de Dorival Júnior e Gérson anotou para a equipe do Interior.

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Com a vitória, a sétima seguida no Campeonato Paulista, o Santos chega a 25 pontos, quatro a mais que o Santo André, o adversário mais próximo. Já o Mirassol, com 10 pontos, segue na parte de baixo da tabela, perto da zona de rebaixamento.

Na próxima quarta-feira, às 21h50, o Santos estreia na Copa do Brasil, diante do Naviraiense, no Estádio Morenão, em Campo Grande (MS). Pelo Paulistão, o time da Vila Belmiro encara o clássico contra o Corinthians, no domingo, em Santos.

ROBINHO

Robinho decepcionou desta vez. Depois da relativa boa estreia diante do São Paulo, com direito a gol de letra, o camisa 7 voltou a ser o pior jogador do ataque santista, assim como aconteceu diante do Rio Claro, no domingo de Carnaval. O craque deixou a equipe aos 27 do segundo tempo, substituído por Maikon Leite.

SUFOCO NA ÁGUA

 MIRASSOL1
Renê; Bosco     (Erick), Bruno Perone    , Douglas e Anderson Pain    ; Diogo Orlando    , Gérson (Anderson Luiz), Alex Silva     e Éder (Pablo Escobar); Lins e Evando
Técnico: Pintado
 SANTOS2
Felipe    ; Roberto Brum    , Edu Dracena, Durval e Pará; Wesley Santos, Rodrigo Mancha    , Marquinhos (Maranhão) e Madson (Germano); Robinho (Maikon Leite    ) e André   
Técnico: Dorival Junior
Gols: Wesley, aos 26, e Gérson, aos 36 minutos do primeiro tempo; Madson, aos 12 minutos do segundo tempo

Árbitro: Fábio de Jesus Volpato Mendes

Público: 8.370 pagantes

Renda: R$ 314.570,00

Estádio: José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP)

No primeiro tempo, o jogo foi brigado até o Santos abrir o placar, aos 26. Marcando forte e abusando das faltas, o Mirassol conseguiu parar quase todas a jogadas de ataque do adversário. Nas vezes em que a zaga não conseguiu abafar, o goleiro Renê deu conta do recado, em quase todas as bolas nas quais foi exigido.

Sofrendo com gramado alagado e a forte marcação, principalmente porque as jogadas eram centralizadas em Robinho e Madson, o Santos conseguiu chegar ao gol graças a jogada individual de Wesley, que recebeu na direita, contou com a providencial passagem de Madson, que arrastou consigo a marcação e deixou espaço para o camisa 8 ajeitar para a entrada da área e bater firme para acertar o canto de Renê.

O gol do Santos deu tranquilidade ao jogo, e ao Mirassol, que se manteve fechado na defesa, ainda esperando por uma bola parada, ou um contra-ataque, para chegar pelo menos ao empate. A equipe da Vila Belmiro passou a subir ao ataque com menos ímpeto, embora ainda tivesse o domínio territorial.

A chance do gol do Mirassol veio aos 36, graças a uma falta tola de Roberto Brum, próxima a área do Santos. Gérson bateu, a bola desviou em Wesley, que estava na barreira, em Durval, que tentou cortar, e acabou entrando no canto esquerdo de Felipe. O gol foi dado ao meio-campista da equipe do Interior.

No segundo tempo, a estreia de Maranhão deu novo gás ao time do Santos, principalmente pela direita. Foi do ex-jogador do Guarani o passe para Madson, que arrancou junto a lateral da área e foi derrubado por Bruno Perone. Falta, que o mesmo Madson bateu com precisão, sem chance para Renê, que ainda tocou na bola, mas não evitou o segundo gol.

Com a vantagem no placar, o Santos voltou desacelerar o jogo e o Mirassol se animou, principalmente nos 15 minutos finais, quando a situação se inverteu, comparado ao primeiro tempo, com a equipe santista jogando no contra-ataque.

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