Santos foge da crise: vai para Extrema

O Santos entra nesta terça-feira em regime de concentração total, já que a derrota de domingo complicou o time no Campeonato Paulista. Para isso, Oswaldo de Oliveira vai levar seus jogadores para Extrema (MG), afastando a equipe da crise que começa a ser formada na Vila Belmiro. Embora os comentários sobre sua demissão comecem a circular, o treinador está garantido no cargo, pelo menos por enquanto.Com cinco pontos atrás do São Paulo, os santistas sabem que não podem mais perder, incluindo aí o confronto direto com o líder. Isso só, porém, não basta e é necessário ainda que o adversário perca pelo menos mais uma partida. "Nós temos de buscar as vitória, independente do São Paulo, porque senão fizermos nossa parte, não vai adiantar nada", disse o técnico Oswaldo de Oliveira.Apesar da situação difícil, Oswaldo de Oliveira acredita nas possibilidades de o Santos conquistar o título Paulista deste ano. Por conta disso, defendeu a saída do time da cidade para trabalhar esta semana em Extrema. E justificou: "esse tipo de trabalho aproxima mais o jogador da fisioterapia, na nutrição, do descanso e dá para trabalhar e treinar um pouco mais".Segundo Oswaldo de Oliveira, no regime de concentração dá para dividir melhor os treinamentos, "além de estar em contato o dia inteiro com os jogadores, conversando e orientando", disse ele, concluindo: "isso tem uma utilidade muito grande".Reunião - O presidente Marcelo Teixeira chamou o gerente de futebol, Luís Henrique de Menezes e o técnico Oswaldo de Oliveira para uma demorada reunião, ocorrida durante o almoço. Menezes garantiu que a situação do treinador não foi discutida nesse encontro. "A pauta foi de rotina, em que foram discutidos apenas interesses do Santos e também aquilo que aconteceu domingo, um acidente normal numa competição em que é preciso entender que resultados adversos podem acontecer, principalmente quando encontra a força adversária como a do Palmeiras e vamos continua o nosso trabalho".Perguntado sobre a possibilidade de modificações na comissão técnica nos próximos dias, Luís Henrique de Menezes, fugiu do assunto explicando que "essa reunião aconteceu até às 16 horas, foi até certo ponto cordial e Oswaldo de Oliveira é nosso treinador".Os jornalistas insistiram se havia um limite para a permanência de Oswaldo de Oliveira no comando do Santos e o dirigente respondeu: "não gostaria de desenvolver esse tema. A única coisa que posso afirmar é que o Oswaldo é um profissional que conheço bem, que já teve oportunidade de trabalhar comigo num concorrente e é profissional do mais alto nível, perfeitamente identificado com nosso mercado e que pode dar ao Santos uma grande contribuição".O diretor acha que é preciso paciência "porque sabemos que a coisas não se resolvem em 24 horas, em um ou dois meses de trabalho". E destacou a campanha de Oswaldo de Oliveira: 13 partidas, com duas derrotas. "É um nível de aproveitamento considerável para um técnico.?

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