Santos já está no ponto, diz Leão

Nunca Leão teve tanto tempo para trabalhar um time como agora na Vila Belmiro. Quando o Santos entrar em campo, sábado, às 16 horas, na Vila Belmiro, para enfrentar o Botafogo (RJ), estreando no Campeonato Brasileiro, faltará apenas quatro dias para o time atingir quatro meses sem uma partida oficial - a última foi no dia 14 de abril, contra o Bangu, no Rio de Janeiro, pelo Rio-São Paulo - e o técnico estará completando 80 dias no cargo. ?Tudo o que fizemos até aqui foi válido porque treinamos muito, nos conhecemos melhor e buscamos o entrosamento. Temos um time definido e esquematizado. Agora, estamos apostando na equipe. Nestes dias que antecedem a primeira partida no Campeonato Brasileiro serão feitos os últimos acertos", afirma o técnico, que vai apostar na juventude de Robinho e Diego, os jogadores mais técnicos de uma equipe essencialmente formada por pratas-da-casa. Mas a semana da estréia não deve ser tão tranqüila quanto Leão espera. É que Rubens Cardoso e Robert estarão de volta à Vila Belmiro, após a decepção da derrota - no jogo e nos pênaltis - do São Caetano contra o Olimpia, em pleno Pacaembu, na decisão da Copa Libertadores da América, e devem ser comunicados que não fazem parte dos planos do técnico, ficando apenas treinando à espera de possíveis interessados. Depois do fracasso de quarta-feira à noite, os dois jogadores, que estariam supervalorizados se o time do ABC ganhasse a Libertadores, não deram notícias. Com o resultado do jogo tivesse sido positivo, o lateral-esquerdo deveria ser negociado por aproximadamente US$ 400 mil com o Palmeiras, e a tendência era que o destino de Robert seria o Morumbi. O Santos se livraria de dois salários altos (R$ 120 mil por mês do meia e R$ 60 mil de Rubens Cardoso), além de reforçar o seu caixa. Agora, está com a folha do futebol inflacionada e dois problemas para resolver. "Eu vou continuar sendo o titular da lateral esquerda e não quero jogar improvisado", avisa Léo, que é respeitado pela torcida santista até nas derrotas e foi ponta-esquerda no início da carreira. "Vejo a volta de Rubens Cardoso como um companheiro a mais que chega para reforçar o grupo." Antes de saber da decisão de Leão de não aproveitar os dois jogadores que estão voltando do São Caetano, Diego encarou com serenidade o risco que poderia correr de perder a posição para o experiente Robert. "Ele sempre me ajudou muito e já mostramos que podemos jogar juntos. A única coisa que muda é que se Robert entrar, eu tenho que recuar um pouco e marcar mais, porque ele é um meia mais ofensivo. Estou numa crescente e acredito que serei mantido na equipe, mas se a opção do técnico for por Robert, não vou gostar mas respeitarei a decisão e continuarei lutando pelo meu espaço", concluiu Diego.

Agencia Estado,

03 Agosto 2002 | 15h04

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