Santos já pensa na Copa dos Campeões

Com o gol de Romário, marcado aos 45 minutos do segundo tempo, sábado, em São Januário, o Santos não só cedeu o empate por 1 a 1 para o Vasco, depois de uma partida praticamente ganha, deixando de comemorar a primeira vitória fora de casa nesta temporada, mas também enterrou as chances de obter uma classificação para a próxima etapa do Torneio Rio-São Paulo, que já era difícil com um resultado favorável, tornando-se impossível após empatar. Agora, só resta ao time da Vila Belmiro lutar para chegar ao fim da competição entre os seis primeiros colocados, fugindo do risco de rebaixamento e em condições de disputar a Copa dos Campeões, que começa em meados de maio e é passaporte para a Libertadores. Sem esse trunfo, que poderá manter a equipe unida até o início de agosto, quando começa o Campeonato Brasileiro, a diretoria santista, certamente, partirá para uma operação desmonte, pois não terá condições de manter a folha de pagamento dos jogadores, se o clube não estiver inserido nas disputas. Para chegar entre os seis primeiros colocados da Rio-São Paulo, com apenas 19 pontos ganhos, o Santos terá que passar pela barreira do São Paulo, um jogo de altíssimo risco, marcado para o próximo domingo, em local ainda indefinido. Dificilmente será realizado na Vila Belmiro, diante da insatisfação da torcida, que não esconde de ninguém seu mal-estar pelo fato de o clube manter-se há 18 anos na fila sem nem um título de destaque. A diretoria estuda a possibilidade de transferir o clássico para uma cidade do interior. Se o jogo contra o Vasco tivesse sido realizado antes do meio-dia de sábado, certamente o goleiro Fábio Costa seria um dos protagonistas da malhação de Judas realizada na Vila Belmiro, por ter cometido falha grave, que resultou no gol de Romário. Mas o zagueiro André Luís foi um dos bonecos presentes na malhação, junto com o assessor da presidência do clube, Alberto Francisco de Oliveira, o Alemão, que já comandou uma das torcidas organizadas. "Gostaríamos de malhar os conselheiros e toda a direção do Santos, mas, infelizmente, não tivemos tempo de confeccionar os bonecos", afirmou Ricardo Przygoda, diretor da torcida Sangue Jovem, um dos organizadores do protesto realizado próximo ao Estádio Urbano Caldeira.

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 16h53

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