Santos joga de olho na liderança

O Santos enfrenta o Atlético-PR, nesta quarta-feira, às 20h30, na Arena da Baixada, pensando em terminar o primeiro turno na liderança do Campeonato Brasileiro. Com um jogo a menos em relação ao Cruzeiro, o técnico Émerson Leão conta com um tropeço do time mineiro na última rodada para alcançar a liderança. Para isso, no entanto, o Santos terá de vencer os dois próximos jogos - o seguinte é contra o Grêmio, sábado, em Porto Alegre. "Somos o único time que ainda tem chance de terminar o primeiro turno na liderança. E vamos brigar por isso, mesmo não dependendo só de nossos resultados", observa o treinador santista.Definitivamente sem Ricardo Oliveira, negociado com o futebol espanhol, Leão confirmou Fabiano como atacante. Essa não é a primeira vez que o jogador atua improvisado. Enquanto um substituto para Ricardo Oliveira não vem, Fabiano é a melhor opção, segundo o técnico. Leão, no entanto, preferiu falar mais sobre as dificuldades que a diretoria está encontrando para trazer um outro atacante. "Não fico sonhando. Sei que estamos em cima do laço porque as inscrições terminam em 24h. Um diretor está na Europa trabalhando. Se vier alguém que se enquadre no espírito de trabalho do Santos, ótimo.Se não tiver Antonio joga o Joaquim, o Sebastião ou o primo dele".Apesar de não contar com um centroavante especialista, Leão viajou animado para Curitiba. Depois do treinamento coletivo, hoje, no CT Rei Pelé, ele confirmou sete mudanças na equipe - entre elas a volta de Alex, Paulo Miranda, Diego e Robinho, que estiveram com a Seleção sub-23 disputando a Copa Ouro. De acordo com o treinador, os titulares têm uma responsabilidade maior nesses dois últimos jogos do primeiro turno. "Eles sabem que tem gente boa no grupo. Quem bobear, perde o lugar, independentemente do nome".Entre os que voltam, a escalação de Fábio Costa foi a última a ser confirmada. O goleiro, que acaba de cumprir quatro jogos de suspensão, só teve a sua presença assegurada como titular porque Júlio Sérgio se machucou. Leão estava disposto a manter o goleiro reserva contra o Atlético-PR. Fábio Costa, no entanto, só falou sobre o jogo, sem o menor receio de perder na Arena da Baixada. "Soube que o campo ali não está muito bom. Mas um time como o Santos, que quer ser campeão, tem que superar questão como essa, campo ruim, pressão da torcida. É chegar lá e jogar como fazemos em casa: marcando forte e concluindo bem".O discurso de Diego, Robinho e companhia não foi diferente. Diego, um dos destaques da seleção sub-23, reconheceu que a responsabilidade dos jogadores que voltam aumentou muito com a boa campanha nos últimos oito jogos - quando o time, recheado pelos reservas, venceu cinco, empatou dois e só perdeu uma vez. "É por isso que estamos fazendo uma boa campanha. O Santos não é só um bom time, é um ótimo grupo. Nosso desafio vai ser manter o rítmo de vitórias também contra o Atlético-PR".Já o meia Fabiano, que jogará mais uma vez improvisado como atacante, tem consciência de uma coisa: sua presença no ataque é temporária. "Não passa pela minha cabeça me tornar um atacante. Acho que nem o Leão quer isso. Estou apenas colaborando".

Agencia Estado,

30 de julho de 2003 | 09h51

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