Sérgio Neves/AE
Sérgio Neves/AE

Santos joga mal e só empata com São Bernardo na Vila Belmiro

Time só conseguiu marcar gol em pênalti sofrido por Neymar e convertido por Elano, no 1 a 1

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Agência Estado

26 de fevereiro de 2011 | 20h35

SÃO PAULO - Na véspera de mais um importante jogo pela Copa Libertadores, na quarta, contra o Cerro Porteño, o Santos de Neymar continua sem convencer. Neste sábado, em plena Vila Belmiro, o time alvinegro apenas empatou em 1 a 1 com o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista. Com pouca criatividade no meio-campo, só conseguiu marcar gol em um pênalti no mínimo duvidoso sofrido por Neymar e convertido por Elano.

Estrela e melhor jogador do Sul-Americano Sub-20, Neymar teve mais uma atuação apagada desde que voltou do Peru. Perdeu uma chance clara no primeiro minuto, produziu pouco, e teve sorte porque o árbitro Milton Etsuo Ballerini não viu um pisão que ele deu na panturrilha do goleiro Marcelo Pitol, já na metade final do segundo tempo.

O empate faz o Santos subir da quinta para a quarta posição, ultrapassando o São Paulo ao chegar aos 19 pontos, contra 18 do time tricolor. O São Bernardo tem nove pontos e é o 15.º colocado.

Jogo. Depois da atuação decepcionante contra o Corinthians, o Santos confiava na volta à Vila Belmiro para também retomar a boa fase e o bom futebol. Nos primeiros minutos, parecia que, pelo menos ofensivamente, as expectativas seriam atingidas.

Logo no primeiro minuto de jogo, Zé Eduardo tocou para Neymar na direita da área, o atacante driblou o marcador e bateu de esquerda, um tiro seco, que exigiu boa defesa de Marcelo Pitol. A bola ainda bateu na trave e voltou para a pequena área, sendo cortada pela zaga. Depois, aos 8 minutos, mais uma boa chance. Neymar arrancou por todo o campo de ataque e tocou na esquerda para Zé Eduardo, que cruzou rasteiro para Felipe Anderson. O jovem livre, bateu em cima do goleiro.

O problema é que a zaga continuava falhando. Aos 7 minutos, a marcação deu bobeira e a bola sobrou para Eliomar, na cara do gol. Rafael saiu bem e abafou. Com espaços, o São Bernardo só não teve mais chances porque parava na falta de qualidade dos seus homens de frente.

Já o Santos tinha no jovem Felipe Anderson uma frustração. Tido como substituto de Paulo Henrique Ganso, o meia não conseguia armar o time santista, que só chegou com perigo mais uma vez ao ataque. E abriu o placar. Aos 41 minutos, Neymar invadiu a área pela esquerda, tentou driblar Leandro Camilo e caiu, forçando uma falta inexistente. O árbitro deu pênalti. Elano bateu à meia altura, Pitol escolheu o canto certo, mas não alcançou.

No intervalo, Adilson tentou resolver o problema da criação. Trocou Felipe Anderson por Alan Patrick. Não adiantou. Depois, tentou mais uma vez mexer na frente. Zé Eduardo deu lugar a Maikon Leite, aos 21. Logo em seguida, o São Bernardo empatou. Junior Xuxa fez bom lançamento, Raul dominou na área, driblou Rafael e rolou para o gol vazio.

A coisa poderia ter ficado muito pior para o Santos logo depois. Em um contra-ataque rápido do São Bernardo, Danielzinho enganou a zaga santista, tocou para Junior Xuxa na direita da área e o meia, indeciso entre bater para o gol e tocar para Eliomar, livre no meio da área, não fez nem uma coisa nem outra e mandou pela linha de fundo.

Após o apito final, vaias justas da torcida, seguidas por gritos de "time de guerreiros", como forma de incentivo para a Libertadores. Marcelo Pitol, goleiro do São Bernardo, também ''cornetou'': "O Adílson falou besteira antes do jogo. Falou que ia vencer e tomar cafezinho. Agora vai ter que tomar cafezinho em outro lugar".

SANTOS - 1 - Rafael; Jonathan (Pará), Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Felipe Anderson (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite). Técnico: Adilson Batista.

SÃO BERNARDO - 1 - Marcelo Pitol; Guto (Régis), Leandro Camilo, Amarildo e Reinaldo; Dirceu, Willian Favoni, Lucas e Junior Xuxa; Danielzinho e Eliomar Batinha (Zé Forte). Técnico: Ruy Scarpino.

Gols - Elano (pênalti), aos 42 minutos do primeiro tempo; e Raul, aos 22 minutos do segundo tempo; Árbitro - Milton Etsuo Ballerini; Cartões amarelos - Marcelo Pitol, Lucas, Amarildo, Zé Forte, Leandro Camilo e Léo; Renda - R$ 220.872,20; Público - 8.945 pagantes; Local - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

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