Santos: jogadores lutam por Serginho

Eles passaram em 2005 pelo comando técnico de Oswaldo de Oliveira, Alexandre Gallo e Nelsinho Baptista e agora os jogadores do Santos parecem ter encontrado o treinador ideal: Serginho Chulapa. É para ele que pretendem lutar pela vitória contra o Figueirense, domingo, em Florianópolis, na despedida do campeonato Brasileiro, para poder dedicar ao ex-jogador que pacificou o grupo neste ano de turbulências na Vila Belmiro. Esse é o compromisso assumido pelos atletas que ainda não entraram em férias. "Primeiro, é importante o Santos mostrar a cara que teve contra o Botafogo, pois um time dessa tradição tem sempre de vencer", disse o atacante Cláudio Pitbull, prometendo que o grupo vai fazer de tudo para vencer a partida "e dedicar essa vitória ao Serginho". O atacante explicou que o treinador interino "é uma pessoa carismática, uma pessoa que todo mundo gosta e que trouxe um astral novo para a equipe. Todo mundo está feliz, então vamos dedicar a vitória a ele". Pitbull chegou ao Santos em agosto para ocupar, junto com Luizão, o espaço deixado por Robinho e Deivid. Jogou cinco partidas, fez dois gols, mas não teve a seqüência de jogos que pretendia. "Foi uma frustração de não ter jogado. Depois de cinco jogos sai do time e precisava de uma seqüência de partidas, que tive no começo e depois não foi mais possível". Como todos os jogadores do Santos, não sabe qual será seu futuro, mas pretende continuar na Vila Belmiro. Seu passe pertence ao Porto e espera que no ano que vem tudo seja diferente. "Minha intenção é sempre a de cumprir contrato com os clubes, mas sei que não fizemos um bom trabalho este ano, mas a partir de janeiro quero mostrar o meu trabalho, já que não tive essa oportunidade". SERGINHO - Pela vontade dos jogadores que treinaram hoje no CT Rei Pelé, Serginho Chulapa permaneceria no cargo, mas ele tem suas ressalvas e prefere não sonhar tão alto. "No momento estou pensando em terminar bem o campeonato e é preciso ter bastante tranqüilidade. Não adianta antecipar nada e tenho de pensar que minha participação termina no domingo, se Deus quiser com uma vitória". O treinador interino acha que as coisas só começarão a acontecer a partir de segunda-feira, com os jogadores em férias e a diretoria retomando o trabalho de reformulação do elenco, que será radical. "Tenho muitas coisas para passar à diretoria, mas não adianta passar agora. Vamos terminar o campeonato e ver como fica a minha situação a partir de segunda-feira". O que sabe é que pretende continuar realizando o trabalho que faz há dois anos no Santos e não pensa, no momento, em dirigir algum time do interior no Campeonato Paulista. "Tenho opções, mas vou ver isso um pouquinho mais para a frente. Quero continuar no Santos, continuar fazendo meu trabalho, mas lá na frente, vamos ver".

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2005 | 15h37

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