Santos luta para manter liderança

O Santos busca manter a liderança do Paulista na partida contra o Rio Branco, neste sábado, às 16 horas, em Americana. Geninho conversou bastante com seus jogadores sobre a necessidade de manter a equipe na ponta da competição, preocupado com os jogos finais no interior, onde enfrentará times desesperados para fugir do rebaixamento. Para o jogo de amanhã, ele tem várias dúvidas, a começar pelo esquema tático. É que terá de substituir Léo, contundido, por Dutra, Robert (suspenso e na Seleção) por Caíco e o zagueiro Pereira irá cumprir suspensão automática, provocando perda de qualidade de marcação no 3-4-3, que vem adotando. "Não gostei do resultado do treinamento e estou pensando em armar o time com dois zagueiros e dois volantes", disse ele. Outra dúvida está no comando do ataque. O centroavante Rodrigão teve problemas intestinais na quarta-feira, treinou na quinta e hoje, e Geninho vai esperar até momentos antes do jogo para se decidir por ele ou por Deivid. A novidade será a volta de Caio ao grupo, depois do acordo fechado para regularizar a situação, mas ele terá de disputar a camisa de titular. "Ele pode ser aproveitado durante a partida", revelou Geninho, informando que não pensa em iniciar o jogo com a dupla Dodô e Caio. Confirmou, porém, Caíco no lugar de Robert, que tem sido o jogador mais importante da equipe. "Vai ser a oportunidade para sentirmos o peso exato de Robert no time, já que é a primeira vez que ele não atuará". Geninho considera Caíco "um excelente jogador, de bom toque de bola", mas "talvez a perda seja por conta da falta de Robert, jogador de maior rapidez e habilidade". Se decidir pelo 3-4-3, Rodrigo Costa irá substituir Pereira, suspenso, completando o trio de zagueiros. Como Geninho não gostou do treinamento, estava mais propenso a adotar o tradicional 4-4-2, com Russo e Dutra fazendo o papel clássico de lateral, enquanto Claudiomiro e Marcelo Silva reforçam o trabalho de marcação no meio de campo. Sobre o adversário, o treinador santista comentou que "é um time que começa e termina jogando forte, o que não permite relaxamento em qualquer altura da partida". Também está preocupado com uma eventual decisão por pênaltis. "Em quatro ou cinco disputas de pênalti, só perdeu para o Botafogo". Depois desse diagnóstico, concluiu: "vamos respeitar o adversário como respeitamos a todos, mas vamos jogar para manter a liderança". ATAQUE - Se permanece a dúvida entre Rodrigão e Deivid no ataque, a briga pela condição de titular aumentou desde hoje, com a reincorporação de Caio ao grupo e a inclusão de seu nome na delegação que viajou para Americana. Hoje, o atacante não escondia seu entusiamo em "voltar a fazer o que eu gosto, que é jogar". Durante os 42 dias que permaneceu afastado, continuou treinando normalmente com o grupo. "Estou ótimo em termos físicos, já que não parei de treinar nesse período", comentou, na expectativa de reconquistar a camisa de titular. "Agora, é esperar uma oportunidade, pois confio muito em meu futebol", disse Caio. Entusiasmado também estava Dodô, amigo desde os tempos de São Paulo e parceiro de Caio no ataque santista. "Sou suspeito para falar dele, mas acredito que, quando pegar ritmo de jogo, vamos poder ajudar muito o Santos". Rodrigão, que já disputa com Deivid a condição de titular, diz: "a motivação cresce, pois não pode haver acomodação". Segundo ele, quando está fora do time, torce pelo companheiro que está em campo. "Em relação ao Deivid, por exemplo, sou amigo dele dentro e fora de campo e torço por ele, sabendo que, se ele marcar três gols num jogo, quando eu entrar vou ter que fazer mais".

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