Paulo Pinto/AE
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'Santos lutará até a última gota de suor', diz Mancini

Técnico do Santos afirma que a equipe pode vencer o Corinthians por três gols de diferença no Pacaembu

Sanches Filho, Agencia Estado

26 de abril de 2009 | 19h31

SANTOS - A derrota por 3 a 1, dentro de casa, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista foi bem absorvida pelo técnico santista Vágner Mancini. Na sua avaliação, não há motivo para desânimo porque o seu time foi superior ao adversário em todos os quesitos, à exceção das finalizações, e tem chance de vencer por 3 a 0, domingo, no Pacaembu.

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"Pelo que o Santos criou de chances de gol teria que sair vencedor já contra o CSA (AL), no meio de semana, e hoje [neste domingo] voltamos a desperdiçar muitas oportunidades", analisou o treinador santista. "Foram cinco ou seis chances claras de gol", destacou.

Mancini disse que, após o jogo, quase todos os seus atletas reclamaram da injustiça do placar. "Isso nos dá confiança e garanto que o Santos vai lutar pelo título até a última gota de suor", avisou o treinador, que não deverá fazer grandes mudanças no time.

"Não vejo motivo para mudanças radicais. Domingos ou Astorga entra no lugar de Fabão (recebeu o terceiro amarelo) e Roberto Brum retorna na vaga de Pará (também cumprirá suspensão). Taticamente não vou mudar nada porque foi dessa maneira que conseguimos reverter muitas coisas contrárias, chegando à decisão do Campeonato Paulista", explicou.

Mancini foi buscar nos seus tempos de jogador um exemplo para mostrar que o Santos está vivo na decisão e para reanimar os seus jogadores. "Em 1995, quando eu ainda era jogador, o Grêmio ganhou por 5 a 0 do Palmeiras no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e no jogo de volta, no Parque Antártica, abriu o marcador, mas perdeu por 5 a 1. Isso é futebol e quer dizer que ainda resta a segunda parte da decisão", ressaltou.

O técnico que recuperou o Santos depois de um começo irregular no Estadual admitiu que apesar da boa atuação, o time está abatido. "Vamos ter que recuperar o emocional dos jogadores durante a semana. É normal que eles se sintam assim. Mas basta ver o trabalho que cada goleiro teve na partida para que se perceba que o placar não reflete o que foi o jogo. Fábio Costa sofreu os três gols, mas praticamente não trabalhou, enquanto Felipe fez pelo menos cinco ou seis defesas fenomenais".

Apesar de não economizar elogios ao seu time, Mancini destacou o pragmatismo do adversário. "O Corinthians foi matador. Procurou manter sempre a posse a bola e não se expor. Mas, repito, mesmo assim o Santos teve nove ou 10 chances de gol".

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