Santos mostra descontração na Colômbia

O técnico Vanderlei Luxemburgo comandou dois treinos bem distintos hoje no campo dos Lagartos, em Bogotá. Pela manhã, os jogadores participaram de um treinamento físico, logo depois brincaram de bobinho e partiram para um descontraído rachão. Tudo para eliminar o resto de tensão deixado pela derrota de domingo por 4 a 0 para o Palmeiras. À tarde, porém, a atividade foi bem séria: o primeiro coletivo visando o jogo de quinta-feira contra o Once Caldas, partida que vale uma vaga para a semifinal da Libertadores da América. Para apitar o rachão, nada melhor que um ex-árbitro. Ilton José da Costa, supervisor de futebol do Santos foi chamado voltou a usar o apito, depois de uma longa inatividade motivada pela sua aposentadoria. Mas recordou dos tempos de juiz de verdade, tantas foram as reclamações dos jogadores. Ele não expulsou nenhum deles, mesmo porque os times já estavam com nove atletas de cada lado. O rachão, disputado em meio campo, terminou empatado por quatro gols e Luxemburgo escolheu a forma de desempate: os jogadores tinham de marcar o gol com a bola colocada na trave do outro lado. Ela não poderia bater no chão antes de chegar ao gol e, um a um, todos tiveram a oportunidade de desempatar o treino. Dos 17 jogadores, só Robinho conseguiu o feito. E aí foi a vez de todos agüentarem as brincadeiras do irreverente atacante: "vocês são todos burros, não sabem bater na bola", divertia-se o atleta. À tarde, o técnico comandou o primeiro coletivo, preparando a equipe para o jogo de quinta-feira contra o Once Caldas. O time está em Bogotá, a uma altitude de cerca de 2.600 metros e viaja na quinta para Manizales, 400 metros abaixo. Esse cuidado foi para acostumar os jogadores a um lugar mais alto para que não sintam tanto os efeitos da altitude. Léo - O lateral-esquerdo Léo será desfalque certo nesse jogo. Ele foi expulso na partida anterior e será a primeira partida que o jogador estará ausente nesta temporada. "Vou ter meu dia de torcedor e vou sofrer como eles", disse o atleta. Mas já decidiu que não verá a partida pela televisão. "Não sei o que vou fazer ainda, mas acho que vou andar de carro e ligar o rádio de vez em quando para saber como está a partida, pois meu sistema nervoso não ajuda, não". Mesmo longe, Léo acha que o momento é de dificuldade e que seus companheiros têm de ter muita calma. "É preciso tranqüilidade, pois temos 90 minutos para ganhar o jogo". Ele esteve no embarque dos jogadores para dar uma força e acha que eles não estavam abatidos. "Nunca é bom perder da maneira que perdemos e isso deixa triste, mas o time está voltado para a Libertadores para fazer um bom trabalho".

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