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Santos mostra semelhanças com as equipes de 2002 e 1978

Presidente Marcelo Teixeira acredita que há similaridades entre os times de Vágner Mancini e Émerson Leão

Sanches Filho - Especial para O Estado de S. Paulo,

15 de abril de 2009 | 18h47

Há quem já identifique semelhanças entre o Santos de Vágner Mancini e o de Emerson Leão em 2002. Um deles é o presidente do clube Marcelo Teixeira. O capitão Zito (José Ely Miranda), do melhor Santos de todos os tempos - com o arrasador ataque de Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe -, agora o 'protetor' das ferinhas, recua um pouco mais no tempo, achando que a equipe atual também pelo menos um ponto em comum com o Santos de 1978: Paulo Henrique. "Ele é o novo Pita, com a diferença de ter mais velocidade".

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Terminado o jogo contra a Ponte Preta, com a vitória por 3 a 2 de virada, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, Teixeira, em meio à comemoração pela dramática classificação às semifinais do Campeonato Paulista, demonstrava empolgação pelo que tem visto desde a vitória no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro.

"Sinto um pouco do clima de 2002 no ar", constatou o dirigente. Pouco menos de dois meses antes, no dia em que a família de Neymar vendia por R$ 7 milhões os 40% que lhe pertenciam sobre os direitos econômicos do jogador, ele previa o surgimento de uma geração campeã, com maioria de jogadores formada pelo clube, dentro de dois anos. Pelos seus cálculos, esse seria o tempo necessário para que promessas como Alan Patrick e Jean Chera, entre outras, estejam prontas para jogar pelo profissional.

Porém, rapidamente o presidente santista foi obrigado a mudar de opinião porque, entre em outras razões, dois jovens talentos foram lançados por Mancini e estão queimando etapas: Neymar e Paulo Henrique Chagas de Lima. E também porque há jogadores que faziam parte de uma lista de dispensas e que estão recuperados como Fabão, Triguinho e André Astorga, que chegou a ser emprestado à Portuguesa Santista, mas se recusou a trocar de clube.

Exatamente como aconteceu com o Santos de Leão, em 2002. Outra coincidência é que ambos pegaram o time em baixa, com a responsabilidade de evitar a queda para a Segunda Divisão, mas acabaram surpreendendo ao classificá-lo, nos minutos finais da última rodada, para as fases decisivas.

Zito acha que é cedo para considerar o time atual parecido com aquele que, além de dar os títulos brasileiros de 2002 e 2004, transformou o Santos de clube endividado em superavitário, com mais de R$ 150 milhões em caixa quando recebeu os US$ 30 milhões da negociação de Robinho com o Real Madrid. "Aquela equipe tinha Robinho e Diego, mas não eram só os dois. Eram pelo menos seis jogadores de grande qualidade. Agora estamos remontando um time".

Com relação aos jogadores diferenciados do time atual, ele começa por discordar da comparação de Paulo Henrique com Diego. "Ele é o Pita (meia do time de 78 e que depois se tornou grande ídolo no São Paulo) com mais velocidade. Também é canhoto, joga de cabeça erguida, lança bem, sabe jogar ainda faz gols", definiu o atual supervisor e, principalmente, o dirigente que começou descobrindo Robinho e depois não parou mais.

"Quem viu Neymar a primeira vez também fui eu. Foi há cinco anos, num jogo de futebol de salão no Portuários (clube da Baixada Santista). Fiquei de boca aberta com o que vi ele fazendo com a bola", relatou Zito. "No dia seguinte convenci o presidente Teixeira a criar as categorias mirim e pré-mirim para levar o garoto para o Santos. Depois, descobrimos outras ferinhas que garantem o futuro do nosso futebol", concluiu o ex-volante.

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