Ernesto Rodrigues/AE
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Santos muda previsão e Paulo Henrique Ganso só deve voltar em abril

'Dentro de um mês, Paulo Henrique poderá voltar a participar de coletivo', diz médico do clube

SANCHES FILHO, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 19h08

SANTOS - O torcedor santista terá que esperar um pouco mais para voltar a ver o meia Paulo Henrique Ganso atuando com o uniforme santista. Isso porque foi descartada a hipótese de o jogador voltar à equipe contra o Cerro Porteño, no dia 2 de março. A nova data agora é 4 de abril, quando o Santos recebe o Colo-Colo, também na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores.

"Poderá ser um pouco antes ou um pouco depois, mas está dentro da previsão de oito meses para a reabilitação da cirurgia", afirma o médico José Roberto Pécora, responsável pela operação no joelho esquerdo do meia, realizada em 28 de agosto do ano passado.

De acordo com o médico, é necessário respeitar o prazo para que haja maturação do enxerto que foi feito no joelho para reconstituir o ligamento cruzado anterior. Na manhã da próxima quinta-feira, o jogador será novamente avaliado por Pécora, que analisará se houve qualquer alteração no processo de recuperação.

Ganso foi liberado há dez dias para correr, de leve, ao redor dos campos do Centro de Treinamento Rei Pelé. "Dentro de um mês, Paulo Henrique poderá voltar a participar de coletivos", garantiu Pécora. Adilson Batista, porém, já avisou que não tem pressa. Quer o jogador voltando sem riscos de nova lesão.

Enquanto se recupera, Ganso tem seu nome envolvido em uma polêmica que o liga ao Corinthians. O jogador tem uma multa contratual para transferências internas relativamente baixa (60 milhões de reais), apenar de ele valer o dobro no mercado internacional - Milan e Inter de Milão o querem. Por isso, o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira, já prometeu aumentar o salário de Ganso (que ganha um terço dos rendimentos do companheiro Neymar) e, consequentemente, sua multa.

"O Santos quer agendar uma nova reunião para os próximos dias, mas mesmo que não haja acordo, Ganso vai continuar no Santos porque tem contrato até 2015", garantiu Thiago Ferro, diretor executivo da DIS, braço do Grupo Sonda que investe no futebol e que tem parte dos direitos econômicos do jogador.

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