Santos na perseguição ao São Paulo

Alcançar o líder São Paulo ainda está difícil para o Santos. Pelo menos, a equipe de Oswaldo de Oliveira recuperou o 2.º lugar no Campeonato Paulista ao bater o União Barbarense por 2 a 0, hoje, na Vila Belmiro - foi a 27 pontos, contra 25 do Mogi-Mirim -, e manteve a esperança de voltar a conquistar o título estadual depois de 21 anos. De positivo, a vitória contra o time de Santa Bárbara d?Oeste só valeu por isso, pois a exibição irritou os torcedores santistas, que voltaram a criticar Oswaldo de Oliveira, chamado de "burro" no segundo tempo. Prova de que a pressão sobre o treinador só tende a aumentar, caso o time não ganhe da Liga Deportiva Universitária, quinta-feira, em Quito, pela Taça Libertadores. A esperança do União Barbarense de sair da Vila Belmiro com um empate não durou nem três minutos. No primeiro ataque santista, Bóvio dominou com liberdade e lançou Deivid, que tocou na saída de Neneca e abriu o placar. Depois disso, a exemplo da derrota para o Palmeiras, domingo passado, o Santos teve muitas chances para decidir o jogo, ainda no primeiro tempo - em poucos minutos, Ricardinho, Robinho, Basílio e o mesmo Deivid estiveram perto do gol, mas falharam na hora de concluir. Para sorte do Santos, porém, o adversário era bem mais fraco e pouco ameaçou o goleiro Mauro. Dessa forma, a dupla de área, formada por Leonardo e Domingos - que atuou no lugar de Ávalos, vetado pelos médicos na última hora - quase não teve trabalho. Na única vez em que foram superados, Adriano Iversen ficou frente à frente com Mauro, mas bateu em cima do goleiro. Ao perceber que o União Barbarense era praticamente inofensivo - o artilheiro Zaltron, lesionado, já havia deixado o gramado, substituído por Brenner -, o time de Oswaldo de Oliveira se acomodou e permitiu que a marcação do rival funcionasse. Para aumentar a irritação dos torcedores, o panorama não mudou na etapa final. O Santos era absoluto na partida: dominava a bola com tranqüilidade no meio-campo, os laterais tinham liberdade para avançar, mas ao chegar na entrada da área, faltava objetividade para vencer a barreira de zagueiros do adversário - sério candidato ao rebaixamento. Oswaldo tentou dar maior mobilidade à equipe, com a entrada de Fábio Baiano no lugar de Tcheco. Mas o time continuou displicente e perdeu muitos gols. Das arquibancadas, a impressão era a de que faltava vontade para os atacantes. Deivid recebeu de Robinho, aos 32, e, mesmo com espaço para avançar, bateu fraco, de primeira, e facilitou a defesa de Neneca. Diante de tantas falhas, o placar só foi decidido graças a outro erro, mas da arbitragem. A cinco minutos do fim, Robinho cruzou para Deivid - em visível impedimento -, que tocou para as redes e marcou o segundo gol. Até o atacante ficou sem jeito de comemorar, mas Luís Flávio de Carvalho validou o lance, para alívio dos santistas.

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