Santos não quer saber de surpresas

O Santos sabe que vai enfrentar uma forte retranca pela frente, mas pretende decidir a partida deste sábado contra a União Barbarense no tempo normal, evitando a prorrogação e um eventual desempate nos pênaltis. E Leão não quer saber de surpresas. "Prefiro pensar positivo. Lógico que zebra faz parte da fauna, é bonita, mas nós temos que contar com ela só para olhar, não para sermos vítimas", embaralhou o treinador. Segundo ele, "todo time que se classificou tem méritos e o Santos não pode pensar naquilo que o adversário poderá fazer e sim no que tem de fazer", disse. Como furar o bloqueio que a União Barbarense vai fazer na Vila Belmiro? Leão chegou a treinar uma equipe muito ofensiva, com Elano na função de lateral-direito e com três atacantes, mas não deverá iniciar a partida com essa formação. Hoje, ele mantinha a dúvida de sempre: Robgol ou Basílio formando a dupla de ataque com Robinho. "Pode até ser a formação do treino, mas acho muito difícil e prefiro deixar esse esquema para uma necessidade", disse Leão, destacando que o Santos tem atualmente um banco que possibilita fazer alterações com o retorno pretendido. Quanto a retranca, Leão comentou que os times que enfrentam o Santos na Vila Belmiro têm se armado na defesa, esperando uma falha para surpreender. "Se apenas uma equipe viesse aqui assim, poderíamos falar que apenas um treinador arma desse jeito, mas não é verdade. Há uma seqüência nacional e internacional de times que jogam assim e nós temos de nos superar. Estamos acostumados com isso". 90 minutos - Os jogadores do Santos treinaram a cobrança de pênaltis, que podem decidir a vaga se os dois times não saírem do empate no jogo e na prorrogação, mas todos só pensam numa coisa: conseguir a classificação no tempo regulamentar da partida. O goleiro Doni, que no Brasileiro do ano passado defendeu seis dos nove pênaltis cobrados contra seu gol, também treinou bastante, mas disse que é um trabalho que sempre realiza. Mas prefere não pensar numa decisão por pênaltis. "Isso mata o torcedor e todo mundo do coração e acho que não vai haver necessidade. Vamos decidir nos 90 minutos". Do outro lado, o centroavante Robgol tem posição parecida. Ele não costuma desperdiçar as chances que tem, mas espera não precisar uma decisão por pênaltis. "Não vai ser um jogo fácil, com a Barbarense jogando fechado, mas temos condições de resolver a partida nos noventa minutos", comentou. Lição - O zagueiro André Luís lembrou que o Santos esteve na final e numa semifinal do Paulista. "Acabamos pecando, perdemos e isso serviu de lição". Ele entende que o time amadureceu muito e que está melhor do que nunca preparado para disputar finais. "Queremos esse título, que é uma conquista muito importante para nossa carreira"; Ele acha que o jogo de amanhã será difícil. "Mas temos que correr atrás, vencer porque estamos chegando perto do título". André Luís conta que, na rua, os torcedores cobram muito a conquista desse campeonato, conquistado em 84 pela última vez pelos santistas. Como o Paulista está chegando ao fim, o zagueiro entende que a competição estadual se tornou mais importante, no momento, do que a Libertadores da América. Se André Luís chegou perto do Paulista, dois jogadores do elenco já sentiram o gosto de serem campeões estaduais: o goleiro Doni (Corinthians) e o atacante Basílio (Ituano). "O torcedor santista quer esse título e nós jogadores também. Já ganhei e sei a importãncia que ele tem", comentou Doni.

Agencia Estado,

19 de março de 2004 | 16h13

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