Celio Messias/Estadão
Celio Messias/Estadão

Santos não sai do 0 a 0 em jogo de poucas emoções em Mogi

Time é lento na primeira etapa e mais aceso na segunda, mas fica longe de fazer o suficiente para merecer a vitória contra o Mogi Mirim

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 00h06

O Santos fez uma partida de altos e baixos ontem, contra o Mogi Mirim, no estádio do adversário, e não foi além de um empate por 0 a 0. Lento no primeiro tempo, mas acesso e veloz na etapa final, a equipe teve poucos bons momentos, confirmando que o caminho para ter uma equipe entrosada e competitiva ainda é um pouco longo.

Com o empate, o Santos foi a quatro pontos no Grupo D, que lidera. O Mogi Mirim também tem quatro pontos, em terceiro lugar no Grupo A.

Com o gramado do estádio Romildo Ferreira cheio de buracos e molhado por uma chuva fina, o primeiro tempo foi sofrível. O Mogi se propôs a marcar o Santos e para isso encurtou espaços e apelou para faltas quando preciso. Lento, sem criatividade no meio de campo e com laterais pouco efetivos no apoio, o time da Vila não conseguiu criar. Ainda assim, teve uma boa chance com Geuvânio, mas o meia falhou ao concluir.

A rigor, foi o Mogi que foi melhor, ligeiramente, na etapa. Explorou bem as costas do lateral-direito Chiquinho, com o experiente Eduardo Ratinho e teve duas boas chances: na primeira, de frente para o gol, Magrão chutou de forma bisonha; na outra, Ratinho bateu cruzado da direita, mas a bola foi pela linha de fundo.

A etapa final teve o Santos mais “esperto’’ em campo. Ainda que algumas vezes na base da força física e das trombadas, tomou a iniciativa do jogo e em alguns momentos empurrou o Mogi Mirim para dentro de sua área. Por vezes, seus jogadores tentaram arriscar os chutes de fora da área, mas a bola invariavelmente batia num jogador do time do interior.

Nesse período do jogo, a melhor chance santistas foi de Robinho, que fez ótima dentro da área, limpou duas adversários, mas chutou torto. Sentindo-se acuado, o Mogi resolveu ir à frente, pelo menos para se livrar da pressão. Ainda assim, o time visitante continuou melhor em campo, explorando bem os espaços deixados pelo adversário, que deu a impressão de estar cansado.

E, apesar do jogo morno, o Santos quase chegou ao gol a dez minutos do final do tempo regulamentar, numa jogada que levantou a torcida: Victor Ferraz lançou pela direita da área a Robinho, que virou o lançou Ricardo Oliveira quase na marca do pênalti. O centroavante pegou de primeira, mas a bola saiu raspando a trave. 

Foi a última das poucas jogadas digna de destaque de uma partida fraca, em que os dois times pecaram pela falta de criatividade - o gramado, é verdade, também não colaborou. E o empate sem gols refletiu exatamente o que ocorreu dentro de campo ao longo da maior parte do tempo.

FICHA TÉCNICA

MOGI MIRIM 0 X 0 SANTOS

MOGI MIRIM - Daniel; Valdir (Thomas Anderson), Fábio Sanches, Wagner Silva e Leonardo de Jesus; Magal, Hygor (Romarinho), Edson Ratinho e Vitinho; Geovane (Everton Heleno) e Magrão. Técnico - Claudinho Batista.

SANTOS - Vladimir; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Robinho e Thiago Ribeiro (Ricardo Oliveira). Técnico - Enderson Moreira.

ÁRBITRO - Leonardo Ferreira Lima (SP).

CARTÕES AMARELOS - Leonardo de Jesus (Mogi Mirim); Alison, Geuvânio e Thiago Ribeiro (Santos).

RENDA - 2.906 pagantes.

PÚBLICO - R$ 78.960,00.

LOCAL - Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim (SP).

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