Fabio Motta/AE - 16/10/2009
Fabio Motta/AE - 16/10/2009

Santos negocia com os atacantes Dênis Marques e Obina

Time da Vila Belmiro procurou os flamenguistas depois que o Atlético-PR fechou com Bruno Mineiro

Alex Sabino, Jornal da Tarde

15 de janeiro de 2010 | 11h03

"Você não tem ideia de quantos atacantes nós já sondamos." A frase do diretor de futebol Pedro Luiz Nunes Conceição resume a rotina atual da cartolagem santista. A incessante busca por um camisa 9. O time perdeu mais uma das opções. O Atlético-PR chegou a um acordo com o América-MG e fechou a contratação de Bruno Mineiro. O mesmo já havia acontecido com El Loco Abreu, Souza, Herrera e Rafael Coelho. As ligações foram feitas para os representantes de Dênis Marques e Obina, ambos do Flamengo.

 

A indicação de Dorival era Dênis Marques e o primeiro contato aconteceu no início da semana. A ideia de Obina apareceu após a contratação de Vagner Love pelo Flamengo.

"O Dênis está em uma situação tranquila porque tem contrato no Rio até o fim do ano. O desejo dele é ficar. Vamos ver o que vai acontecer", comentou o empresário de Marques, Paulo Sérgio Bellotti.

 

"Eu não vou ficar comentando nomes porque estamos trabalhando em várias frentes. Não posso dizer que não interessam", desconversa Pedro Luiz Nunes Conceição.

A preocupação é não decepcionar a torcida. A diretoria tenta evitar que os nomes pretendidos vazem para a imprensa. Até agora não conseguiram. Mas, pelo menos, ninguém apareceu reclamando de funcionário do clube que seria dedo-duro, como aconteceu em 2009.

 

TEM QUE LIBERAR

Uma das dificuldades é fazer o Flamengo liberar os dois atacantes. O empresário de Obina, Eduardo Uram, descarta qualquer conversa com o Santos, mas elas efetivamente aconteceram. Uram pediu para o Peixe um contrato de dois anos. O clube está disposto a oferecer acordo apenas até o fim de 2010.

 

Sem empréstimo, vai ser difícil contratar qualquer um dos dois. Obina, por exemplo, tem multa rescisória de R$ 3 milhões. Dinheiro que o Santos atualmente não tem nem mesmo em sonho.

 

"Nós já fomos atrás de diferentes jogadores e disputamos com outras equipes, o que é normal no futebol. Algumas vezes ganhamos, outras vezes perdemos, como foi o caso do Rafael Coelho para o Vasco", constata Dorival Júnior.

 

A situação é tão difícil que o técnico chegou a lamentar a saída de Kléber Pereira, jogador que levou a torcida a contar as horas para sua saída da Vila Belmiro. Deixou claro que, se quisesse, o centroavante ainda teria lugar no elenco.

No jogo-treino, contra o Paulista de Jundiaí ele testou Zé Eduardo como homem mais avançado. Mas diante do fraco desempenho do jogador, apressou-se em explicar. "Foi só um teste para ver se encontro um jogador ali na frente."

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