Santos: Ninguém gostou do time no jogo

Nem os jogadores gostaram do futebol do time na vitória por 1 a 0, contra o Paulista, neste domingo à noite, na Vila Belmiro. Robinho, que mesmo sem repetir o grande atuação do meio de semana diante da LDU fez a jogada do único gol, disse que realmente a equipe não se empenhou. "Não jogamos bem porque o jogo não valia mais nada, mas fizemos o suficiente para ganhar por 1 a 0", disse. "Não podíamos entrar em todas divididas e correr o risco de se contundir e ficar fora da Libertadores. Essa é a competição que interessa mais e pretendemos ir longe nela", justificou. Robinho, que novamente saiu antes do final do jogo para receber os aplausos da torcida, como se fosse parte de sua despedida antes de se transferir para a Europa, voltou a dizer que está mais preocupado em jogar bem pelo Santos no momento. "Vivo o meu momento no Santos e não tem nada certo sobre minha saída." Léo saiu de campo contrariado com a informação de que o time vai outra vez para Atibaia na quinta-feira para se preparar para o jogo contra o Danúbio, dia 20, em Montevidéu, pela Copa Libertadores. "Sou profissional e tenho que respeitar as decisões superiores, só que tudo o que vamos fazer poderia ser feito aqui (em Santos)." Para o técnico Gallo, o time jogou normalmente. "O Paulista tem uma equipe que marca forte e esse jogo era perigoso porque teríamos que nos expor muito para entrar na defesa. Achei normal, mesmo porque ganhamos e criamos mais do que adversário." Sobre as declarações de Léo, o técnico procurou minimizar, dizendo que Léo já havia conversado a respeito de suas declarações. "Léo é um bom profissional e disse que concorda que o time precisa desse trabalho. Acredito no Léo." O Santos deve mandar pelo menos um jogo por mês na Capital ou no Interior durante o próximo Campeonato Brasileiro. A decisão só não foi tomada ainda porque o presidente Marcelo Teixeira não quer correr o risco de sofrer desgaste político no mês de aniversário do clube. A medida é para aumentar a média de público do clube. No Campeonato Paulista, a média de público na Vila Belmiro até ontem era de 9.272 pagantes, enquanto a média em jogos disputados no interior e na Capital é de 20 mil.O principal defensor da idéia é o assessor especial da presidência, Alberto Francisco de Oliveira. "Infelizmente a torcida da Baixada prefere assistir aos jogos pela televisão em bares, tomando cerveja. O Santos está perdendo do pay-per-view", diz, inconformado com o público de 8.515 pagantes na vitória do time contra a Liga Deportiva Universitária, por 3 a 1, quarta-feira passada.A estréia do time no Campeonato Brasileiro, dia 24, contra o Paysandu, deveria ser na Vila Belmiro mas foi marcado para o Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, com portões fechados em razão da punição que o clube recebeu no ano passado por objetos jogados em campo pela torcida.

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