Santos: o vice do ano

Dois vice-campeonatos e a manutenção das principais estrelas marcaram o ano do Santos. Se por um lado a torcida pode ter ficado insatisfeita pela falta de um título, por outro teve a certeza de que o time campeão brasileiro de 2002 tem grandes jogadores, que comprovaram seu talento no clube e na Seleção."Independentemente dos resultados, o importante é que conseguimos criar a ?Santosmania?. O torcedor recuperou o orgulho de ser santista", define o técnico Leão.O ano começou com a saída de Maurinho, Alberto e a chegada dos atacantes Nenê e Ricardo Oliveira. Com uma campanha decepcionante no Paulistão, o time ficou na quarta colocação de seu grupo - atrás de São Paulo e Santo André - e não passou para a fase decisiva.O fiasco no Paulistão era compensado pelas atuações na Libertadores. A estréia contra o América de Cali entrou para a história. Uma goleada por 5 a 1 com direito a dribles humilhantes de Robinho e Diego, que saíram de campo aplaudidos pela torcida local.Fora do Paulistão, o time se concentrou na Libertadores, mas quase foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Nacional do Uruguai. No jogo de ida, em Montevidéu, esteve à frente do marcador várias vezes, mas saiu com um empate - 4 a 4. Na volta, empatou por 2 a 2 e garantiu a vaga nos pênaltis, com atuação consagradora de Fábio Costa, que defendeu três cobranças.Nessa época do ano, o Santos já sentia aquele que seria o seu principal problema na temporada. Uma contusão deixou Ricardo Oliveira fora do time, que passou a sofrer para marcar gols. No jogo de ida da semifinal da Libertadores, contra o Independiente de Medellín, os atacantes perderam quase uma dezena de chances e o jogo terminou só 1 a 0. No jogo decisivo, Ricardo Oliveira voltou e o Santos venceu por 3 a 2, com gols de Alex, Fabiano e Léo.Na final contra o Boca Juniors, a coincidência da repetição do duelo de 40 anos antes e a esperança de uma nova decisão de Mundial contra o Milan, campeão europeu, começaram a ir por água abaixo no jogo de ida em Buenos Aires. O Santos jogou bem, mas perdeu: 2 a 0.No jogo de volta, a torcida santista esgotou os 72.000 ingressos em menos de dois dias e lotou o Morumbi sozinha, fato que não acontecia há quase duas décadas. Mas o time voltou a falhar e foi derrotado por 3 a 1.No segundo semestre, a equipe perdeu Nenê e Ricardo Oliveira (Mallorca e Valencia) para o futebol espanhol e os problemas no ataque viraram a grande dor de cabeça do técnico Leão na luta pelo bi brasileiro. O treinador tentou improvisar jogadores, mas não conseguiu sucesso.A pior fase do time, que quase tirou o Santos da briga pelo bi, aconteceu em setembro. Primeiro, uma derrota para o Cruzeiro por 3 a 0, no Mineirão, seguida de um empate contra o Juventude na Vila e uma derrota para o Inter, no Sul.Leão se esforçou para acertar o ataque, dando chance a William, Douglas, Val Baiano, Marcelo Peabiru e Fabiano. Nenhum se firmou e, para piorar, Robinho mergulhou em fase ruim. A recuperação de Robinho coincidiu com a melhor fase do time no ano: foram sete vitórias seguidas no Brasileiro, com atuações de encher os olhos, como as goleadas sobre Bahia (7 a 4) e Coritiba (4 a 0).Mas o Cruzeiro foi regular e não deu chances para o Santos.

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