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Alex Silva/AE
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Santos oferece aumento e 'carinho' para segurar Ganso

Em troca de comprometimento do meia, clube oferece reajuste salarial e tratamento diferenciado ao jogador

Sanches Filho, Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 19h42

SANTOS - A situação de Paulo Henrique Ganso no Santos, que era insustentável até a manhã desta quinta-feira, está perto de sofrer uma reviravolta. Em uma reunião do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e o vice Odílio Rodrigues Filho com o jogador, à tarde, no CT Rei Pelé, foi dado o primeiro passo para a reconciliação entre as partes.

Como não chegou proposta do exterior pelo meia e o São Paulo se recusa a pagar os R$ 23 milhões, valor correspondente aos 45% (teria chegado nesta quinta aos R$ 30 milhões pelos 100% dos direitos econômicos), o clube oferece, em nome da paz, reajuste salarial e tratamento tão diferenciado quanto ao dispensado a Neymar. Mas, em troca, quer ouvir de Paulo Henrique Ganso a promessa de dedicação total e de que vai esquecer a ideia de ir para o São Paulo.

Depois de ser atingido por uma "chuva de moedas" e ser xingado de mercenário ao sair de campo na última quarta, na Vila Belmiro, Paulo Henrique Ganso ficou assustado ao ouvir novas ameaças ao chegar ao Centro de Treinamento Rei Pelé, ainda na noite de quarta, para pegar o seu carro. Só saiu do estacionamento do hotel Recanto dos Alvinegros com a chegada de mais três seguranças. Normalmente, ele só tem um.

Acompanhado pelos seguranças, Paulo Henrique Ganso voltou nesta quinta à tarde, no CT, para fazer, com os demais titulares, um trabalho regenerativo, mas não apareceu no campo. Por enquanto a sua presença está confirmada no jogo contra o Sport, neste domingo, no estádio dos Aflitos, no Recife, pela 21.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A visita dos dirigentes foi a surpresa. Se não aceitar a proposta de trégua e de aumento e insistir em ir para o São Paulo, por não se sentir mais em segurança na Vila Belmiro, o camisa 10 poderá "forçar" o terceiro cartão amarelo para cumprir suspensão contra o Fluminense, na próxima quarta, no Rio de Janeiro. Desta forma não estouraria o limite de seis jogos, podendo defender outro clube no atual Brasileirão.

"Ganso está tranquilo e com a cabeça boa", garantiu o vice-presidente da diretoria, Odílio, por telefone. "Eu e o presidente (Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro) conversamos com ele. A diretoria está do lado e apoiando Ganso", assegurou. Mas, enquanto o presidente se mantém em silêncio, alguns de seus assessores já "informavam", em off, no começo da tarde desta quinta, que há a possibilidade de o Santos reajustar o salário mensal de Paulo Henrique Ganso, que atualmente é de R$ 130 mil.

Entre as muitas queixas do meia contra a diretoria, uma é de ter um dos piores salários entre os titulares. Paulo Henrique Ganso jamais deu nomes, mas com certeza refere-se a Elano (R$ 500 mil), Borges (R$ 350 mil) e Ibson (aproximadamente R$ 300 mil), além de Alan Kardec e Renteria, que ganhavam bem acima do teto do clube, de R$ 150 mil. Os dirigentes entendem que se o jogador voltar a jogar bem, o investimento poderá ser recuperado com lucro, em uma possível negociação no fim do ano. Agora é esperar pelo próximo capítulo.

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