Santos otimista, apesar da altitude

A maior parte dos jogadores do Santos ainda não sabe o que é jogar numa cidade de altitude elevada, mas a disposição é de dar tudo no jogo do dia 12 em Quito, contra o El Nacional, para deixar a equipe próxima da classificação para a próxima fase da Libertadores da América. O meia Elano disse que nunca jogou no Equador, mas que não irá mudar sua forma de jogar: "vou continuar fazendo como faço aqui e, se cansar, peço para o treinador me tirar". Robinho tem posição idêntica. "Não podemos nos poupar por causa desse problema e todos têm de dar o máximo para sairmos de lá com uma vitória". Diego já jogou no Peru e contou aos colegas sua experiência quando esteve na seleção sub-17. "Chegamos com 15 dias de antecedência e no início foi duro, porque a bola corria mais e a gente chupava o ar e ele não vinha". Disse que depois se acostumou. "Vamos chegar alguns dias antes e isso deve diminuir o impacto da altitute". Fora esse problema, cada um tem uma preocupação. Robinho, por exemplo, sabe que seus dribles na partida contra o América em Cali foram exaustivamente repetidos pelas tevês latino-americanas e, como conseqüência, a marcação sobre ele irá aumentar. "A cada dia a marcação fica mais forte e é mais difícil jogar, mas eu e o Ricardo Oliveira vamos nos movimentar muito lá na frente para confundir a zaga e chegar ao gol". Robinho acha que a má fase do El Nacional, o último colocado do grupo, é um problema deles e que "o Santos só tem de pensar em si para continuar a boa fase nessa competição e chegar à final, na busca do título da Libertadores". Diego, porém, está preocupado com o mau desempenho do adversário: "eles vão fazer de tudo para se recuperar e vai ser o jogo do time que busca subir contra o que luta para se manter lá em cima". O time viaja amanhã para Extrema, onde permanecerá concentrado até segunda-feira, data da viagem ao Equador. O zagueiro André Luís foi vetado pelos médicos e Preto entrará em seu lugar no jogo conta o El Nacional.

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