Alex Silva/AE
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Santos pede perdão de dívida junto ao DIS e trava acordo por Ganso

Além dos R$ 23,8 milhões pela transferência, o clube quer que o parceiro perdoe uma pendência de R$ 4 milhões referente à venda de Wesley

FERNANDO FARO, Agência Estado

18 de setembro de 2012 | 20h52

SÃO PAULO - O esperado acerto entre São Paulo, Santos e Ganso parece que vai ter uma definição apenas na sexta-feira, data em que se encerram as inscrições para o Campeonato Brasileiro. A expectativa da diretoria tricolor era sacramentar a negociação nesta terça, mas um novo obstáculo imposto pelo Santos voltou a travar as conversas.

Além dos R$23,8 milhões pela transferência, o clube alvinegro quer que o DIS perdoe uma dívida de R$4 milhões referentes à transferência de Wesley (hoje no Palmeiras) para o Werder Bremen. O valor equivale a metade dos R$8 milhões que o grupo deveria receber pelos 25% dos direitos do atleta. A briga é antiga, corre na Justiça e a empresa conseguiu penhorar 20% das receitas do clube para conseguir receber o dinheiro. Em termos práticos, Ganso custaria quase R$28 milhões.

A empresa já avisou que se nega a aceitar a imposição e azedou o clima. Com isso, ou as duas partes se acertam ou a transferência corre o risco até mesmo de ser cancelada. Entre São Paulo e Santos as conversas evoluíram e caminhavam para um desfecho positivo, mas o novo entrave voltou a dificultar a conclusão. O diretor de futebol Adalberto Baptista ficou a cargo das negociações e aceitou os termos do Santos. A expectativa de confirmar o reforço mais uma vez foi frustrada e reforça os contornos de ansiedade que tomaram dirigentes e torcedores nesses últimos dias.

A perspectiva era até animadora para o São Paulo, que viu o Grêmio desistir oficialmente da briga após perceber que Ganso queria mesmo ir para o Morumbi e abriu caminho para o que todos imaginavam ser o desfecho da negociação. Em vão. Agora os dirigentes tentam atuar como mediadores no conflito para buscar uma solução que satisfaça a todos, embora o futuro permaneça incerto. Uma possível solução para o imbróglio seria conceder um porcentual de uma próxima venda ao Alvinegro.

Como tem sido praxe desde o início da semana, ninguém do São Paulo se manifestou para evitar polêmicas e um eventual desmanche das conversações. O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro embarcou nesta terça para a Europa e deixou a decisão nas mãos dos demais membros do Conselho Gestor. Desafeto de Ganso, ele não tem pressa para definir o futuro do jogador e aproveita o cenário para tentar impor suas condições para liberá-lo.

Ganso também tem se mantido à sombra das conversas e não tem falado com a imprensa desde então. Mesmo em seu Twitter as aparições são raras. O meia já tem tudo acertado com o São Paulo e espera calado pelo desfecho.

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