Santos pega o Cúcuta de olho nas quartas da Libertadores

Equipe do técnico Emerson Leão pode até perder por um gol de diferença para se classificar

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2008 | 19h13

O Santos entra classificado em campo e promete não dar chance de reação ao Cúcuta Deportivo, nesta quinta-feira, às 23h15 (horário de Brasília), no Estádio General Santander, em Cúcuta, Colômbia. Como ganhou o jogo de ida, na Vila Belmiro, por 2 a 0, os santistas classificam-se às quartas-de-final da Libertadores mesmo se perder por 1 a 0. E se fizer um gol, os colombianos vão precisar de quatro para reverter a situação e ficar com a vaga.Veja também: Classificação Calendário / Resultados Kleber Pereira quer um gol como garantiaA ausência de Wesley, que o treinador considera um dos principais jogadores do time, e risco de Molina (com dores na coxa esquerda) ser vetado não abalam a confiança dos santistas. Leão admite que o garoto recém-promovido da base, vai fazer falta, mas parece não se preocupar com o provável desfalque do colombiano. Talvez porque sem Wesley para correr pelos dois, Molina tenha pouca utilidade numa partida em que se defender com eficiência é quase tão importante quanto fazer gol.O mais provável é que Leão comece o jogo com Rodrigo Tabata e deixe Molina no banco para entrar se houver necessidade de aumentar a força do ataque. Dessa forma, ele preserva o colombiano para a estréia no Campeonato Brasileiro, domingo à noite, no Maracanã, e para as duas partidas das quartas-de-final que também deverão ser com o campeão carioca.Depois de estudar todas as situações que o Santos poderá enfrentar no jogo, Leão concluiu que mesmo precisando fazer dois gols para levar a decisão da vaga para os pênaltis, o Cúcuta vai conservar o seu perfil defensivo. "Acredito que a intenção deles é sair para o jogo, mas sem deixar espaços. Nós teremos que descobrir brechas para chegar ao gol adversário", disse o técnico, lembrando que em nenhuma das três vezes em que os dois times se enfrentaram nesta edição da Libertadores, os colombianos deixaram de jogar fechados na defesa. Mas, por segurança, ele orientou Lima e Kleber Pereira para que comecem a marcação na frente, para impedir o avanço dos volantes colombianos. E vai determinar que Adriano marque individualmente Macnelly Torres, o cérebro do conjunto colombiano. Deportivo CúcutaCastellanos; García, Portocarrero, Córdoba e González; Castro, Zapata, Amarilla e James Castro; Torres e UrbanoTécnico: Pedro Sarmiento SantosFábio Costa; Betão, Fabão, Marcelo e Kleber; Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto, Adriano e Molina (Rodrigo Souto); Kleber Pereira e LimaTécnico: Emerson LeãoÁrbitro: Carlos Amarilla (PAR)Estádio: Estádio General Santander, em Cúcuta, ColômbiaHorário: 23h15 (Brasília)Rádio: Eldorado/ESPN - 700 AMTV: SporTVCom a recuperação de titulares fundamentais como Fábio Costa, Kleber Pereira, Kleber e Rodrigo Souto, a chegada de Molina e o crescimento de Wesley, o Santos se encontra no melhor momento, e com tendência de evolução, após a saída de Vanderlei Luxemburgo para o Palmeiras. O clima de turbulência dos primeiros dias de Leão, com desconfiança de parte a parte, ficou para trás, e hoje técnico e jogadores destacam o "espírito de Libertadores" do grupo e apontam o time como um dos fortes candidatos ao título sul-americano. "Em casa nosso retrospecto é excelente. Perdemos apenas uma partida. Agora precisamos de mais lastro em jogos fora", analisa Leão. A preocupação do treinador faz sentido. Na fase de classificação, o Santos empatou com o Cúcuta, na Colômbia, perdeu do Chivas, no México, e foi o único que não ganhou do San José, em Oruro, onde foi derrotado por 2 a 1. Daqui para frente, perder na casa do adversário pode significar a despedida da Libertadores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.