Santos perde mais dois titulares

Além de Robinho e Léo, que não foram liberados pela Seleção Brasileira, o Santos perdeu mais dois titulares para o jogo contra o Fluminense, neste domingo, na Vila Belmiro. Ricardinho sente dores na panturrilha esquerda, vem fazendo tratamento médico desde quinta-feira e, por precaução, não joga. O lateral-direito Paulo César voltou a sentir o estiramento na coxa direita e está ameaçado até de não enfrentar o Atlético-PR, pela Copa Libertadores da América, quarta-feira à noite, na Vila. O técnico Gallo já tem os substitutos para os ausentes: Flávio entra na lateral-direita, Wendel na esquerda e Zé Elias completará o meio de campo, ao lado de Fabinho e Bóvio. No ataque devem jogar Deivid, Giovanni e Basílio. Esse foi o time, com Paulo César na lateral-direita, da primeira parte do coletivo de sexta à tarde, na Vila Belmiro. Na segunda, além da entrada de Flávio na lateral-direita, Gallo trocou Basílio por Fabiano para experimentar o ataque com um centroavante fixo. Nenhuma das duas agradou. "A escalação eu só vou anunciar pouco antes do início do jogo", avisou o técnico, que apenas confirmou que o goleiro será Mauro, em substituição a Henao, que falhou em dois gols contra o Atlético-PR, em Curitiba. Ele não quis dizer se gostou mais do time com um centroavante fixo ou com Basílio. Quanto a Giovanni, Gallo explicou que prefere usá-lo como meia-atacante. "Voltando um pouco para servir os companheiros e se apresentando na frente para finalizar." O técnico afirmou que ficou surpreso com o bom condicionamento físico do jogador de 33 anos e que é normal as dificuldades que ele tem encontrado para se posicionar em campo e para se readaptar ao futebol brasileiro, bem mais veloz do que o grego, onde jogou por seis anos. Gallo voltou a lamentar a decisão da CBF de não liberar Léo e Robinho (os dois viajariam com a Seleção Brasileira para a Alemanha na sexta à noite) e contou que chegou a conversar, por telefone, com Carlos Alberto Parreira. "Entendi as suas ponderações e respeitamos a CBF, mas não aceitamos essa situação. O Santos está sendo prejudicado. Mas é bobagem reclamar. Vamos trabalhar com os jogadores que estão aqui e que são de qualidade." Léo esteve à tarde se despedindo dos companheiros antes de viajar para a Capital e procurou não se comprometer nas entrevistas. "Não cabe a mim fazer qualquer tipo de comentário sobre a situação. Sou comandado e tenho que obedecer." Porém, não esconde que a sua convocação pode ser decisiva para a seqüência de sua carreira, possivelmente abrindo as portas para uma transferência para a Europa. "Ao mesmo tempo, gostaria de poder ajudar o Santos na quarta-feira, mas já que não será possível, vou ficar acordado e telefonando para os amigos para saber o que está acontecendo." Robinho não apareceu. No clube, falou-se que ele teria pedido ao presidente Marcelo Teixeira para continuar lutando pela sua desconvocação para que possa ajudar o time no restante da Libertadores. Por telefone, o seu procurador, Vágner Ribeiro, disse que Robinho decidiu tirar seus pais, Gilvan e Marina Silva, de Santos em razão do clima de insegurança que família passou a viver desde o momento em que o seu nome foi envolvido ao do líder de um grupo de acusados de tráfico de entorpecentes, na última segunda-feira.

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