Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Nos pênaltis, Ponte Preta tira Santos do Paulistão e avança à semifinal

Time de Campinas ganha por 5 a 4 após perder por 1 a 0 no tempo normal; Veja os confrontos da próxima fase

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2017 | 22h28

O Santos, atual bicampeão e presente nas últimas oito finais do torneio, está fora do Paulistão. Embora tenha vencido a Ponte Preta no tempo normal do jogo de quartas de final por 1 a 0, devolvendo o placar da partida em Campinas, a equipe da Vila Belmiro perdeu na decisão por pênaltis por 5 a 4 nesta segunda-feira no Pacaembu. O goleiro Aranha defendeu a cobrança de David Braz e o atacante Willian Pottker anotou o pênalti decisivo.

O adversário da Ponte Preta será o Palmeiras. O primeiro jogo será em Campinas e a segunda partida será disputada na capital paulista. A outra semifinal também está definida e será disputada entre São Paulo e Corinthians, com o primeiro jogo o Morumbi e decisão na Arena Corinthians. As datas e horários das semifinais serão definidas nesta terça-feira, em reunião na sede da Federação Paulista.

Depois de vencer o primeiro jogo, a Ponte Preta adotou uma tática defensiva no Pacaembu. Apostou na força da defesa, suportou a pressão santista e decidiu apostar nos contragolpes. Teve pouca posse de bola, criou poucas chances, mas foi mais eficiente na decisão por pênaltis.

O Santos fez do Pacaembu sua casa. Foram 33 mil pagantes, o que significa mais de 70% do público que frequentou nos seis jogos da fase de grupos (o total foi de 44.687 torcedores). A torcida xingou Aranha em todas as cobranças de tiro de meta e, por outro lado, aplaudiu até os carrinhos estabanados de David Braz e companhia. Essa comunhão entre a torcida e o time, a mesma que existe na Vila Belmiro, ajuda a explicar a invencibilidade do Santos no Pacaembu: o time venceu os últimos 17 jogos no estádio.

O Santos mudou sua estratégia em relação ao primeiro jogo. Em vez de tentar furar o bloqueio da defesa, entrando com a bola dominada, o time da Vila resolveu arriscar chutes de fora da área. Levou perigo com Lucas Lima logo no início do jogo.

O primeiro gol, no entanto, saiu de uma jogada aérea, artifício pouco comum para o time que levava perigo com a bola no chão. Após cobrança ensaiada de Lucas Lima, a bola sobrou para o zagueiro David Braz fazer seu primeiro gol na temporada. Gol com estilo de atacante, de voleio.

O árbitro Rafael Félix da Silva não estava preparado para jogo tão pegado, com reclamações em todos as divididas. Acompanhando os lances de longe, perdeu a chance de distribuir dois ou três cartões e falhou em um lance crucial. Aos 39 minutos, não marcou o empurrão infantil de Lucca em Bruno Henrique dentro da área.

Senhor da partida e jogando no campo do adversário, o Santos foi menos efetivo na etapa final. Abusou dos cruzamentos na área. A melhor saída foi voltar a chutar de fora da área. Foi assim que Zeca acertou a trave de Aranha aos 17 do segundo tempo. O time perdeu parte de sua força ofensiva, pois Ricardo Oliveira e Bruno Henrique pediram para sair do jogo. Kayke e Copete ficaram devendo. No final da partida, a Ponte Preta melhorou e equilibrou a partida. O final do jogo foi um presságio da vitória decidida nos pênaltis.

FICHA TÉCNICA

Gols: David Braz, aos 15 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Verissimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke). Técnico: Dorival Júnior

PONTE PRETA: Aranha, Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker. Técnico: Gilson Kleina

Cartões amarelos: Clayson, Vitor Bueno, Reynaldo, Pottker,

Árbitro: Rafael Gomes Félix da Silva

Local: Pacaembu (SP)

Público: 33162 pagantes

Renda: 1.515.650,00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.