Santos planeja montar supertime com venda de Ganso

Os R$ 23,8 milhões que vão entrar nos cofres da Vila Belmiro com a quase certa venda de Paulo Henrique Ganso têm destino certo: a formação de um supertime para voltar a disputar títulos importantes em 2013. A alta cúpula do Santos ainda lamenta a oportunidade perdida "aos 45 minutos do segundo tempo" para repatriar, no meio deste ano, Robinho e Diego, os dois maiores expoentes da segunda geração dos Meninos da Vila. No dia do fechamento da janela para transferências de jogadores do exterior para o Brasil, Milan, da Itália, e Wolfsburg, da Alemanha, teriam feito novas exigências para liberar os dois ex-santistas, o que impediu a conclusão das negociações.

SANCHES FILHO, Agência Estado

17 de setembro de 2012 | 18h52

Outro jogador que também teve passagem vitoriosa pelo Santos e que volta a entrar nos planos da diretoria é o veterano Zé Roberto, que, em parceria com Elano, reergueu o Grêmio no Campeonato Brasileiro. No meio do ano, o meia estava livre do mercado e até chegou a ser oferecer para voltar, mas só que os cartolas alegaram que o momento não era propício. Na verdade, o Santos estava com a folha do futebol inflacionada e antes de contratar era preciso cortar gastos, o que foi feito após a eliminação na Copa Libertadores.

Pessoas da família de Robinho que moram na Baixada Santista garantem que o atacante tem encaminhado o seu desligamento do Milan, em dezembro, e que até teria pedido à sua esposa, Vivian, para começar a cuidar dos detalhes da viagem de volta a Santos, em dezembro. Robinho tem dois apartamentos em Santos e uma luxuosa casa em um condomínio fechado no Guarujá.

O projeto de formação de um time forte, unindo as gerações de 2002 e de 2010 (Neymar e André) é visto com entusiasmo pelo "Rei das Pedaladas". Para Robinho, o caminho mais curto para sua participação na Copa do Mundo de 2014 é o Santos, com a ajuda direta de Neymar. Seria a repetição do que aconteceu em 2010. A sua volta ao time e as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil no primeiro semestre de 2010 reabriram as portas para a reconquista do seu espaço na seleção brasileira de Dunga.

Nas suas entrevistas mais recentes, o técnico Muricy Ramalho tem deixado claro que o Santos passa por uma transição e que voltará a ser forte em 2013, independente da classificação ou não para a Libertadores. Como o time atual se torna frágil demais toda vez que Neymar é chamado a integrar a seleção brasileira, sua ideia é montar uma equipe competitiva e que não caia tanto de produção ao ficar sem a sua principal estrela. E que com ele seja um Santos quase imbatível.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolSantos FCBrasileirão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.