Santos pode não liberar Robinho e Léo

Desta vez o Santos não comemorou a convocação de dois de seus principais jogadores para a disputa da Copa das Confederações e assim que retornarem do Chile, os dirigentes vão tentar liberar Robinho e Léo desse compromisso. É que a disputa da seleção irá pegar o time em plena Libertadores da América e o objetivo principal é conquistar esse título para recolocar o Santos no cenário do futebol mundial, garantindo também a vaga para o Mundial no Japão. Hoje, todos os dirigentes santistas estavam em Santiago, mas assessores próximos do presidente Marcelo Teixeira entendem que não é o momento para liberar atletas. "A convocação valoriza os jogadores na medida em que eles vão para uma vitrine do futebol, mas temos de pensar no clube que está investindo ao máximo na conquista da Libertadores", disse um deles, pedindo anonimato por ser um assunto que Teixeira irá tratar diretamente com os dirigentes da CBF. REFORÇOS - Mesmo com a chegada de mais dois reforços na quarta-feira - o meia Wendel e o zagueiro Altair - e com o acerto do contrato com Giovanni, o Santos procura ainda outros reforços e a escolha vai recair entre jogadores que têm se destacado em campeonatos regionais e desconhecidos do público paulista. Com isso, o clube visa dois objetivos: garantir um banco de reservas versátil e ter atletas de baixo custo em seu elenco, que serão valorizados pelas atuações do time principalmente no Brasileiro. Gallo tem escolhido a dedo os novos jogadores. Dirigindo a Portuguesa de Desportos no Paulista, ele conheceu o zagueiro Altair e exigiu sua contratação num momento em que o clube havia dispensado Antônio Carlos e negociado Domingos com o Grêmio, na troca pelo volante Elton, outro atleta conhecido do treinador. Durante a disputa do campeonato estadual, ele observou também a dupla de ataque do Atlético de Sorocaba - Luciano Henrique e Fabiano - e indicou sua contratação. Wendel havia sido indicado por Vanderlei Luxemburgo e há tempos a diretoria tentava sua contratação. Com a chegada desses jogadores, o time está quase completo, faltando ainda reforçar o banco em alguma posições. No ano passado, Gallo foi auxiliar de Luxemburgo e viveu também o drama de escalar o time no Brasileiro, que exigia constantes improvisações.Agora, Gallo pretende um grupo maior, com mais alternativas para mexer na equipe durante as partidas. O ataque é o exemplo disso: se antes o Santos só contava com o veloz Basílio para mudar o jogo, agora conta com um centroavante de área, Fabiano, que já marcou dois gols de cabeça nos poucos minutos que jogou com a camisa santista. A chegada de Giovanni está prevista para o dia 1º de junho e ele será incorporado imediatamente ao grupo. Não se sabe ainda se ele será inscrito na Libertadores, já que o Santos pode ainda colocar mais dois atletas na lista. Gallo tem conversado sempre com o amigo, sabe de suas condições e o meia revelado na Vila Belmiro irá exercer agora a função de centroavante. Na mão contrária, ficam duas pendências: a pressão para a liberação do atacante Robinho em julho, coisa que o presidente Marcelo Teixeira não admite, e a tentativa de manter Deivid na equipe. Seu contrato vence no final de junho e o dirigente está disposto a comprar parte dos direitos federativos junto ao Bordeaux para contar mais um tempo com o centroavante e depois vendê-lo novamente para clubes europeus.

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