Santos preparado para tudo amanhã

O técnico Vanderlei Luxemburgo preparou seus jogadores para evitar que o resultado do clássico de amanhã contra o São Paulo pela Sul-Americana interfira no confronto de domingo, quando os dois times voltarão a se enfrentar, dessa vez pelo Brasileiro. "Já está tudo conversado e na vitória ou na derrota, um jogo não vai interferir no outro". Mais uma vez ele não definiu a equipe para esse jogo, mas é certo que poupará as principais estrelas. Mas a preocupação com o Brasileiro era maior. Tanto que o time viajou hoje mesmo para a Capital e, depois dos jogo de amanhã, vai a Atibaia, onde ficará concentrado para o outro clássico marcado para domingo. Na segunda-feira, os jogadores seguem para o Rio de Janeiro e só voltam a Santos depois do jogo contra o Fluminense, no outro final de semana. "Temos uma seqüência de jogos decisivos fora de casa e, ao invés do pessoal vir para Santos depois do jogo, vamos para Atibaia para recuperar o grupo para o próximo jogo". Tudo porque o clube não conseguiu suspender a interdição da Vila Belmiro por dois jogos, determinada pelo STJD e só voltará a jogar em casa no dia 5 de dezembro. Mesmo com o pensamento mais voltado para o clássico de domingo, o discurso de Luxemburgo é diferente: "vamos pensar primeiro nesse jogo de amanhã e depois no de domingo". Sobre o interesse do Santos na Sul-Americana, ele disse que "quando você está na competição, quer passar; tem de estar preparado para passar ou não". Com isso, deu a entender que o resultado do clássico não terá um peso no desempenho da equipe para o jogo contra o mesmo São Paulo no domingo, agora pelo Brasileiro. O time depende de um empate para passar para a outra fase da Sul-Americana e, acontecendo isso, o próximo adversário será o equatoriano LDU, em Quito. E isso é o que se teme: a viagem internacional para uma partida disputada numa altitude que desgasta excessivamente os jogadores é tudo o que o grupo não quer nessa fase decisiva do Brasileiro. POLÊMICA - Na véspera do clássico, uma polêmica surgida no último confronto entre as duas equipes, com acusações mútuas de violência feitas por alguns jogadores, foi reavivada, principalmente diante de uma declaração que Fabão teria feito de que, se preciso, jogaria um atleta no alambrado. "Ele foi infeliz, pois isso não é uma coisa que se diga", comentou o volante Zé Elias. Segundo o santista, jogadores de defesa e do meio-de-campo jogam duro mesmo e ele não quer fazer julgamentos. Mas destacou que Fabão não deveria ter feito esse tipo de comentário. "Nós somos exemplo para as crianças e o que pensará uma delas ouvindo um jogador de futebol dizendo essas coisas?". Preto Casagrande também comentou: "Concordo com o Zé Elias e o Fabão não foi infeliz só desta vez. Ele não tem de ficar fazendo essas ameaças porque aqui no Santos tem jogadores de caráter e profissionalismo e dentro de campo não se resolve problemas pessoais".

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