Santos promete vitória na despedida

O Santos despede-se de 2003 contra o Vasco da Gama, neste domingo, às 18 horas, em São Januário, num jogo que serve apenas para cumprir a última rodada do Campeonato Brasileiro. Além de não ter nenhuma importância, estará esvaziado pela ausência de Robinho, um dos melhores jogadores do final da temporada, e com Diego, mais preocupado em não se machucar para poder participar do jogo beneficente organizado por Ronaldo Fenômeno e Zidane, segunda-feira, na Basiléia, Suíça com a renda revertida ao Fundo de Amparo Contra a Pobreza, da Organização das Nações Unidas (ONU).Mesmo assim, o técnico Leão exige que a sua equipe jogue com seriedade. "O Santos vai mostrar vontade de vencer e jogar num clima de responsabilidade", adiantou o técnico, que deixou para escolher o substituto de Robinho - cumpre suspensão pela expulsão contra o Grêmio-RS - e confirmar o time pouco antes do jogo. "Talvez eu faça algumas experiências substanciais no meio-de-campo."Sem recursos para o ataque, Leão deve adiantar o armador Elano para formar a dupla de ataque com Fabiano, escalando Jerri na meia. O técnico não deu nenhuma pista sobre as outras alterações que pretende fazer no meio. Talvez ele resolva poupar Diego para o amistoso do qual ele vai participar com Robinho, na Basiléia, na Suíça, ou então começar a preparar Daniel para ser o novo companheiro de Paulo Almeida na cabeça-de-área, substituindo Renato, que dificilmente vai permanecer no clube. "Minha esperança é de que não só ele, mas que todos os titulares sejam mantidos, mas sabemos que dificilmente isso será possível", admite Leão.Ele vem tentando convencer os principais jogadores a renovar com o clube, mas sente que a maioria exige alto por orientação de seus procuradores. "Eu ficaria mais preocupado se não houvesse, por parte dos atletas, disposição em ficar no Santos, mas não há como negar que está difícil. Minha parte já fiz, levando os jogadores que vão ficar sem contrato para conversar com o presidente (Marcelo Teixeira). Agora, é com eles. Vou sair de férias, se é que treinador tem férias, sabendo que a qualquer momento poderei ser chamado para participar de negociações".Como o jogo deste domingo, em São Januário, pode ser considerado um amistoso, os jogadores do Santos treinaram nesta sexta-feira cedo, foram liberados e não tiveram que se concentrar. O grupo reapresenta neste domingo às 13h30 no Centro de Treinamentos Rei Pelé, segue no ônibus do clube para Congonhas e viaja para o Rio de Janeiro pela ponte aérea. Terminado o jogo, cada um seguirá o seu destino. Diego vai para a Europa, Alex para a casa de seus pais, em São Gonçalo, e Léo para Campos, no Rio de Janeiro, onde moram seus familiares. Outros retornam a São Paulo e depois seguem para o interior ou para outros Estados.Do grupo que viaja para o Rio, vários jogadores não retornam das férias, no dia 5 de janeiro. Alguns porque ficarão sem contrato e estão valorizados, despertando a cobiça de clubes brasileiros ou do exterior, outros, por desinteresse do clube. Léo novamente jura que pode ir para a Espanha ou Alemanha. Renato, que ganha acima do teto salarial do Santos (R$ 80 mil), só ficará na Vila Belmiro se receber uma boa compensação financeira adiantada. Caso contrário, pode ir para a Espanha ou para o Cruzeiro, de Belo Horizonte. O zagueiro Alex, que vai se apresentar, com Robinho, Diego, Paulo Almeida e Elano, à Seleção Sub-23, na Granja Comary, terça-feira, também pode ser negociado com um clube europeu pela Euroesport, que detém 50% dos seus direitos federativos. Outros podem se despedir por não interessar mais. É o caso dos laterais-direitos Reginaldo Araújo e Neném e dos atacantes William, Douglas e Júlio César.Leão pede a contratação de dois centroavantes - cada um de um estilo -, mas evita falar em nomes para não despertar o interesse de outros clubes. Há pouco tempo, ele acreditou que Araújo e Grafite estavam certos e logo em seguida teve que esquecê-los. "Tem muito atleta no mercado para quem tem dinheiro. Para os que não têm, está difícil, porque os atletas e seus procuradores exigem muito. A realidade é que os pequenos clubes quase não existem mais e os grandes estão ficando pequenos", concluiu o técnico.

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