Divulgação/Santos FC
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Santos quer acionar PF por declaração de pobreza de Damião

Advogado do clube pede apuração de suposto crime de falsidade ideológica do atacante, que apresentou declaração de pobreza

GONÇALO JÚNIOR, Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2015 | 18h04

O advogado Marcello Vaz, que defende o Santos nas ações trabalhistas dos jogadores por causa do atraso de salários, pedirá à Polícia Federal apuração de suposto crime de falsidade ideológica cometido pelo atacante Leandro Damião. Embora tenha o maior salário da equipe (R$ 650 mil), o jogador que hoje está emprestado ao Cruzeiro anexou ao processo uma declaração de pobreza. No documento, o centroavante afirma que não tem condições de pagar as custas do processo "sem prejuízo do sustento próprio e da família" por não receber seus vencimentos em dia.

"Pela lei, só é pobre quem ganha até três salários mínimos. Ele mesmo juntou ao processo o contrato de R$ 650 mil mensais, e três páginas depois inclui um atestado de pobreza?" indagou o advogado. "Vamos oficiar a Polícia Federal para apuração de crime de falsidade ideológica", afirmou.

O juiz Ítalo Menezes de Castro, da 4.ª Vara do Trabalho de Santos, fez um despacho afirmando ser necessário "ouvir o reclamado antes de decidir sobre o requerimento, uma vez que ao réu cabe o ônus probatório de demonstrar a ocorrência ou não dos pagamentos e recolhimentos". O Santos tem até segunda-feira para apresentar sua justificativa para o atraso no pagamento de salários. Além de Leandro, Arouca, Aranha, Mena, Felipe, Renê Junior e Matheus Índio também acionaram a Justiça.

Os advogados de Leandro Damião pedem um rescisão de R$ 33 milhões pelos salários de outubro, novembro e dezembro, bonificações e 13.º salário e direitos de imagem. Eles argumentam que o direito de imagem, fatia mais significativa da remuneração, teria de ser incluída na indenização.
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