Santos quer repetir sucesso e bater Palmeiras de novo

Derrotar o Palmeiras em pleno Palestra Itália, neste domingo, às 18h30, repetindo a façanha das semifinais do Estadual, é o caminho mais curto para o Santos sair da crise. Vágner Mancini está prestigiado pelo presidente Marcelo Teixeira. O dirigente nega negociações com Muricy Ramalho, demitido pelo São Paulo, e promete manter o técnico mesmo em caso de derrota no clássico, que vale pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

SANCHES FILHO, Agencia Estado

28 de junho de 2009 | 08h25

Além de procurar a fórmula para baixar o elevado número de gols que a equipe vem sofrendo - foram oito nos últimos três jogos -, o treinador quer descobrir o espião que estaria minando o seu trabalho. Sua irritação maior foi com o vazamento dos detalhes de uma nova explosão do temperamental Fábio Costa, durante o aquecimento dos atletas nos vestiários da Vila Belmiro, antes do jogo contra o Atlético Mineiro.

Depois de muitas conversas com os jogadores, de rever vídeos das últimas partidas, Mancini concluiu que o melhor para o momento é trocar um jogador de ataque por um volante de contenção. Essa ideia vem sendo amadurecida desde a semana passada.

Se o time estivesse em vantagem contra o Atlético no segundo tempo, ele tiraria Neymar para a entrada de Paulo Henrique Rodrigues, que, de um momento para o outro, passou a ser um dos mais importantes jogadores do grupo. Zagueiro, com algumas experiências na função de lateral, o mineiro de Uberlândia foi aprovado nos coletivos como volante de marcação.

E não será uma decisão fácil. Enquanto Paulo Henrique Rodrigues é visto como solução para o maior problema no time, Mancini está diante de um dilema com relação ao escolhido para deixar o time. Sua ideia inicial era tirar Neymar, que marca menos até que Kléber Pereira. Mas abrir mão do garoto que teve personalidade e reflexo rápido para marcar um gol em Marcos no primeiro jogo semifinais, na Vila Belmiro, e desequilibrar o segundo, no Palestra Itália, não é apenas uma decisão difícil, mas uma temeridade. Principalmente para um técnico que balança no cargo.

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