Santos reclama do juiz e da violência

O Santos obteve uma vitória difícil diante do Barcelona de Guayaquil, nesta quinta-feira à noite, na Vila Belmito, por 1 a 0. Mas o lateral-esquerdo Léo acha que isso é normal na Taça Libertadores da América. "Não tem jogo fácil, não", disse ele, que gostou do comportamento do vice-campeão brasileiro. "Nossa eficiência tática foi muito grande e atacamos o tempo todo e sempre tivemos um jogador na sobra." Preto Casagrande falou da dificuldade de vencer a retranca equatoriana. "Eles vieram aqui para não tomar gols e jogaram muito fechados, mas no segundo tempo conseguimos uma movimentação maior e o gol saiu." O que os jogadores santistas não gostaram foi da atuação do árbitro. Robinho deixou o campo chutando a proteção na entrada do vestiário, em sinal de revolta pela expulsão. Léo também saiu revoltado com o cartão vermelho do atacante. "Esperar o que de um árbitro argentino? Como árbitro, ele deve ser um excelente plantador de batatas." O diretor de Futebol, Francisco Lopes, engrossou o coro. "O Robinho apanhou o jogo todo, sofreu uma falta e levou o amarelo, fez uma falta e foi expulso." A reclamação logo em seguida por parte de Léo recebeu reparo por parte do capitão Renato. "O juiz já tinha marcado e ele não pode reclamar como ele fez com o juiz." O técnico Emerson Leão preferiu reclamar da agressividade dos adversários. "Cabe ao árbitro punir isso e temos de repensar a agressividade porque inibe o bom futebol." O treinador santista acredita que o Barcelona, como a maior parte dos times estrangeiros que vêm jogar no Brasil, entrou em campo fechado para esperar o erro do Santos. "Felizmente, isso não aconteceu nesse jogo e vencemos." Quando Robinho marcou o gol, Leão chamou-o na lateral e avisou que o juiz estava de olho nele. "O desagradável foi a expulsão do Robinho, que não estava no contexto, avisei para ele tomar cuidado e aconteceu. Não sei porque em vez de preservar o espetáculo, prefere eliminar, sem merecer, um bom atleta." Robinho confessa que saiu com muita raiva de campo. "No primeiro amarelo, eu pulei porque, se ficasse, acho que ele ia quebrar minha perna. Então, não vou ficar sem pular, podendo me machucar, e o juiz achou que eu simulei a falta. Depois, fiz a falta. Ele achou que era para expulsão e eu não concordo." Ele espera esquecer logo esse incidente. "Agora é colocar a cabeça no lugar e seguir em frente."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.