Santos recua e não vai à Justiça Comum

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, disse nesta sexta-feira que não pretende pedir a anulação da partida de quinta contra o Corinthians - o jogo remarcado pelo STJD por conta do escândalo da arbitragem -, que foi encerrado antes do final por falta de segurança. Mesmo se dizendo revoltado com a atuação do árbitro Cleber Wellington Abade, o dirigente disse que vai concentrar os esforços na briga pela suspensão da decisão do STJD que anulou os 11 jogos apitados pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho. O dirigente disse que vai manter o recurso impetrado em conjunto com mais quatro clubes - Inter, Cruzeiro, Figueirense e Ponte Preta - e espera uma decisão urgente do plenário do tribunal. Teixeira concluiu que se conseguir suspender a anulação dos 11 jogos, a partida de quinta na Vila Belmiro, perde qualquer efeito prático. A possibilidade de recorrer à Justiça Comum foi discutida, ainda na quinta, pela diretoria do Santos, após a derrota por 3 a 2 para o Corinthians, num jogo bastante tumultuado. Torcedores invadiram o gramado e ameaçaram o trio de arbitragem de agressão. O diretor jurídico do Santos, Mário Mello, chegou a defender a tese de que o clube deveria abandonar o campeonato. Nesta sexta, ele desconversou quando perguntado a respeito, mas justificou a invasão do gramado pelos torcedores santistas. ?Veja bem, todos nós santistas fomos para o estádio ontem (quinta), nos sentindo prejudicados. Quando saiu o pênalti (de Zé Elias em Nilmar) e o torcedor vislumbrou a possibilidade de perder o jogo, aconteceu a revolta. Torcedor é assim mesmo. É paixão?, justificou ele, em entrevista ao programa Redação Sportv. O diretor jurídico reclamou da atuação do árbitro Cléber Wellington Abade, que teria prejudicado o Santos no jogo. Mello, no entanto, não conseguiu sustentar a sua tese. O Corinthians teve um pênalti claro não marcado a seu favor; o pênalti marcado em Nilmar que definiu o jogo, existiu de fato, como mostram imagens da tevê. Além disso, na jogada que resultou na expulsão de Carlos Alberto, o corintiano estava em posição legal quando recebeu a bola. Em seguida, por tentar ganhar tempo, Carlos Alberto foi derrubado e xingado pelo goleiro Saulo e só o corintiano foi expulso. Por fim, as imagens mostraram ainda que Giovanni e Zé Elias incitaram os torcedores a invadir o gramado. VILA: A Vila Belmiro corre sério risco de não mais abrigar jogos do Santos neste campeonato. Também falando ao Sportv, o procurador geral do STJD, Paulo Marcos Schmitt revelou que ainda nesta sexta-feira deve encaminhar ao tribunal um pedido de interdição do estádio. A tabela prevê a partida de domingo, contra o Goiás, justamente para a Vila Belmiro. VANDALISMO: As cenas de vandalismo que verificadas na Vila Belmiro durante a partida também ocorreram nas imediações do estádio, quando houve conflito entre torcedores e policiais. Dezessete torcedores foram presos e dois policiais acabaram feridos.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2005 | 13h58

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