Manu Fernandez/AP
Manu Fernandez/AP

Santos se cala sobre renúncia de Sandro Rosell, mas está de olho no caso

Se irregularidade for constatada, clube teria mais dinheiro a receber pela venda de Neymar

O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2014 | 05h02

SANTOS - A diretoria do Santos evitou se manifestar, nesta quinta-feira, sobre a renúncia do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, sob a suspeita de ter cometido irregularidades na contratação de Neymar. Mas o caso foi um dos temas principais da reunião do Conselho Gestor do clube, assim como a venda de Montillo.

O Santos acompanha com atenção a investigação aberta na Espanha, pois a acusação contra Rosell é de que o valor real da transação é bem maior do que o divulgado - o que poderia ter lesado o clube. Se isso for constatado, o Santos, que tem direito a 55% do valor da negociação, teria mais dinheiro a receber.

Para isso, poderia até se unir novamente à DIS, que também reclama ter embolsado menos do que lhe era de direito, para uma eventual ação jurídica. Essa possibilidade foi discutida nesta quinta pelo Conselho Gestor.

Na Espanha, há quem acredite que a confusão pode resultar em pressão sobre Neymar, por ter seu nome ligado involuntariamente à crise no clube e porque seus ganhos financeiros, se confirmados os valores divulgados pelo jornal El Mundo, seriam maiores do que o de estrelas como Iniesta e Xavi, o que poderia resultar em ciúmes.

A assessoria de Neymar disse que não vai se manifestar sobre o caso. O pai de Neymar não foi localizado.

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