Santos se fecha para resolver problemas e voltar a vencer

Técnico Cuca diz que equipe precisa esquecer derrota para o Palmeiras e pensar na partida diante do Vasco

Redação,

25 de julho de 2008 | 09h39

Concentração total no Santos a partir desta quinta-feira para o jogo de domingo contra o Vasco. O técnico Cuca baixou a ordem para seus jogadores após a derrota por 4 a 2 no clássico contra o Palmeiras, que mantém o time na incômoda penúltima posição na classificação do Brasileirão, com a intenção de arrumar os problemas - tem três desfalques certos -, acabar com crises e motivar o time a voltar a vencer.Veja também: Palmeiras derrota o Santos por 4 a 2 no Palestra Itália Consenso no Santos: quarto gol no clássico matou o time Após vitória, Vanderlei Luxemburgo quer 'deslanchar' Cuca assume a culpa por derrota do Santos em clássico  Bate-Pronto: O Santos afunda Resultados e tabela do Brasileirão Série A   Ouça os gols do jogo pela Rádio Eldorado/ESPN "Manga arregaçada e vamos para frente. Bola é assim. Tenho meninos para pôr, confio muito nesses meninos. Preciso do apoio do torcedor, conto com isso para domingo. O momento do Santos é complicado, o culpado maior sou eu, até porque é mais fácil de administrar. Prefiro assumir a culpa e vou seguir, com fé, até onde for", diz o técnico, reforçando no discurso a tentativa de tirar qualquer alvo de ira e críticas no seu time, em especial o goleiro Felipe, que falhou em dois gols do time adversário. A missão de arrumar o time a partir do treino desta quinta - a concentração começa à noite - parte justamente da defesa: os zagueiros Marcelo e Fabão não jogam, pois estão todos suspensos pelo terceiro amarelo (Fabiano Eller e Domingos são os prováveis substitutos). E Adailton foi liberado pelos diretores para negociar sua saída e não defende mais o time. Além disso, ele tem uma briga entre Molina e Kleber Pereira para administrar (os dois discutiram no intervalo do jogo).Para tirar o time desta situação, Cuca já faz o possível para não aumentar os problemas. Só diz quais são suas contas. "Três pontos no domingo, precisamos, são inadiáveis. Temos 11, temos de ir a 14, não temos outra alternativa. O momento é difícil, complicado para o Santos. Dividimos a responsabilidade, mas não vai ser a cada tropeço que vou expor meus problemas via mídia. Temos de resolver a cada partida, sempre converso com o presidente Marcelo Teixeira".Uma justificativa que surge é a tentativa de motivar os jovens talentos do time - que até agora pouco renderam. "Confio em Tiago, Wesley. Me perguntam porque não coloco, é porque vamos com calma. No domingo vou precisar deste pessoal que perdeu aqui. Mesmo com desfalques, a idéia é fazer jogo bom e vencer. Trabalhamos com muitos meninos. Não sei se é o momento para o menino, ou se é para o menino virar homem". REFORÇOS O treinador santista lembra que ainda espera pela chegada de reforços, mas como qualquer outro técnico. "Todo time precisa de reforços. Pergunta para o Vanderlei {Luxemburgo], o Muricy [Ramalho], se eles não querem também? Trabalhamos com o que temos", diz, procurando dar apoio a quem está no grupo. "Eu não posso dizer que tudo que ocorre aqui é ruim, temos coisas boas. Tenho que pegar isso para motivar o time".A demora não o incomoda - até para isso ele tem uma justificativa. "É natural. O presidente sabe da necessidade que temos, mas vai em busca com tranqüilidade, com calma, para ter um índice de erro menor". É isso o que a torcida espera que o time passe a fazer.

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