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Santos se prepara para reverter retrospecto no clássico

'Reverter essa situação favorável ao adversário é o nosso maior desejo', diz o técnico Vágner Mancini

Sanches Filho, Agencia Estado

26 de maio de 2009 | 21h48

Vágner Mancini treina o Santos para ganhar do Corinthians, sem Ronaldo, neste domingo, na Vila Belmiro. O que mais incomoda o treinador no momento é o seu retrospecto de duas derrotas e um empate contra o rival. Sua primeira providência foi reintegrar o zagueiro Fabiano Eller, que não deixa mais o clube e deve assinar novo contrato de um ano e meio, com corte de um terço no salário. E vai manter durante toda a semana a dúvida entre começar o jogo com Molina ou Neymar ao lado de Kléber Pereira.

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"Reverter essa situação favorável ao adversário é o nosso maior desejo. Temos certeza de que vamos enfrentar um time bem arrumado, mas também sabemos que podemos vencer", disse Mancini, depois do treino desta terça-feira, no CT Rei Pelé. "É só não fazer o que fizemos de errado nos três jogos anteriores", acrescentou o técnico, reconhecendo que se equivocou ao determinar que o seu time impusesse um ritmo ofensivo forte. "Jogamos muito em cima do Corinthians, que sabe explorar bem os erros do adversário."

Sobre a vantagem de enfrentar o Corinthians desfalcado de Ronaldo, Mancini disse que é cedo para fazer projeções. "Será que Ronaldo não joga mesmo? A gente não sabe. Mano é cheio de mistério", ressaltou o técnico santista, em entrevista horas antes do julgamento no STJD, que suspendeu o atacante corintiano por uma partida. "Ronaldo é um jogador que decide jogos, mas o Corinthians tem substituto à altura se ele não puder jogar e temos que nos preocupar com o Corinthians como um todo", destacou.

CRISE INTERNA

Os jogadores retornaram aos treinos, nesta terça, em clima de alegria e descontração, reflexo da vitória por goleada contra o Fluminense, no último domingo, no Maracanã, contrastando com a crise na comissão técnica que culminou com a demissão, a pedido de Mancini, do supervisor Ocimar Bolicenho, que chegou ao clube em dezembro do ano passado.

"Realmente houve algumas coisas entre mim e ele que o levaram a pedir demissão", admitiu o técnico. No começo, ele tentou negar que exigiu a demissão do supervisor, mas ao perceber que Bolicenho deu informações confidenciais aos jornalistas sobre os verdadeiros motivos que levaram o presidente Marcelo Teixeira a mandá-lo embora, resolveu mudar de posição. "Mas considero o fato superado, página virada."

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