Santos sem novidades para a próxima fase da Libertadores

Diretoria não consegue trazer reforços para o técnico Emerson Leão, que quebra a cabeça para as oitavas

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

21 de abril de 2008 | 18h12

Sai Denis e entra Adoniran. A troca de laterais na direita é, por enquanto, a única mudança que o Santos vai apresentar nas oitavas-de-final da Libertadores. Se os pedidos do técnico Leão fossem atendidos, o time entraria no mata-mata com mais dois novos titulares. Um centroavante de presença de área, formando a dupla de atacantes com Kleber Pereira, e um meia de criação."Quando se contrata no meio de uma competição, o jogador escolhido precisa ter qualidade e estar pronto para entrar no time e não sair mais", define Leão, que não revela, mas diz ter na cabeça os nomes que poderiam mudar o perfil da equipe santista nas próximas etapas da Libertadores. Porém, a direção tem a desculpa pronta para dizer não: não há bons jogadores disponíveis no mercado interno. Sem contar que o clube está endividado e fez um grande esforço para atender às exigências Kleber Pereira para não perder o artilheiro para o arqui-rival Corinthians.A única saída que resta a Leão para passar a ter um time competitivo e com regularidade de produção é intensificar os treinos técnicos e táticos para corrigir erros individuais e coletivos nos oito dias que separam o retorno dos jogadores hoje à tarde da estréia nas oitavas da Libertadores, dia 30, na Vila Belmiro.A dramática vitória, de virada, por 2 a 1 contra o Cúcuta Deportivo, da Colômbia, na Vila Belmiro, pode até ter encoberto a fraca campanha do time na segunda fase para o torcedor. Mas não para o técnico. Antes do jogo da semana passada, Leão lembrou que sua equipe foi prejudicada por juízes e por problemas de altitude, porém ressaltou que se o Santos tivesse derrotado o San José em Oruro, o jogo da última rodada seria um simples amistoso. Pior do que as derrotas em Oruro e Guadalajara foi a constatação de que quando atacada com insistência, o que invariavelmente acontece nos jogos fora de casa, a defesa santista se perde por completo. A exceção tem sido Betão, que evitou gol certo e a derrota contra o Cúcuta, na Colômbia. Como Evaldo ainda não mostrou futebol para justificar a sua permanência no time, Leão procura queimar etapas para escalar Fabão, contratado para ser o novo xerife da defesa santista."Confesso que tive medo de escalar Fabão contra o Cúcuta. Era um jogo decisivo, que não permitia erros e não podíamos correr riscos, mas felizmente ele jogou bem, mas precisa continuar evoluindo para ser outra vez o Fabão que eu conheci no São Paulo", analisou o treinador.Assim, o que era dúvida transformou-se em certeza. Resta saber como o técnico vai armar a zaga: Fabão e Domingos ou Fabão e Betão? Nos jogos na Vila Belmiro, Leão deve optar pela formação com dois zagueiros e fora escalar o trio.Com a entrada de Adoniran na lateral, o time perderá um apoiador pela direita, mas em compensação ganha em marcação e na cobertura da zaga, o que poderá transformar o lateral Kleber quase num atacante, jogando do meio para frente, mas sempre junto à linha lateral. "Se ele entra por dentro, ficamos sem a opção pelo lado", explica Leão. "E temos que explorar bem a maior qualidade de Kleber, que é o cruzamento preciso para o aproveitamento dos atacantes, meias e zagueiros na área adversária."Do meio para frente há pouco a ser feito, em razão da falta de recursos. A cobrança constante de Leão tem sido para que Wesley não se limite a correr por Molina e também tente fazer. A tendência é que Rodrigo Tabata seja confirmado como titular para que Molina tenha maior liberdade e possa atuar mais perto da área adversária porque daqui para frente o time vai precisar ganhar por mais de um gol na Vila Belmiro para ter bom saldo no jogo fora.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.